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TJMG abre processo administrativo contra juiz acusado de assédio em Divinópolis

TJMG abre seleção de estagiários para Divinópolis com bolsas de até R$ 3,3 mil
Foto: Google Street View/Reprodução

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) abriu um processo administrativo contra o juiz Ather Aguiar. Ele é acusado de assédio moral e sexual contra servidoras e estagiárias no Fórum da Comarca de Divinópolis.

A decisão foi aprovada na última segunda-feira (9) e contou com o voto de 24 desembargadores do Órgão Especial. Em seguida, o TJMG optou por prosseguir com o afastamento do magistrado. Ather e seu assessor estão impedidos de exercerem as suas funções desde o dia 28 de junho.

O desembargador Côrrea Junior, relator do caso, afirmou em decisão que os fatos relatados e as provas das vítimas foram “robustos o suficiente e que o magistrado excedeu os limites de suas atribuições funcionais ao atuar para com os subordinados de inferior grau hierárquico com violência psicológica, física, sexual e de gênero”.

TJMG abre processo administrativo contra juiz acusado de assédio em Divinópolis
Ather Aguiar, juiz afastado por assédio moral e sexual. Foto: Redes Sociais

Relembre os casos de assédio no Fórum em Divinópolis

Sete servidoras, entre funcionárias, estagiárias e ex-estagiárias do Fórum de Divinópolis, denunciaram Ather por práticas abusivas e comportamento inapropriado. Um dos relatos mais perturbadores descreve um ritual bizarro criado pelo magistrado.

Em seu depoimento à Corregedoria do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), uma assistente terceirizada relatou sua experiência ao chegar na comarca como estagiária e passar pelo ritual criado pelo juiz.

De acordo com a vítima, o magistrado colocava apelidos nas pessoas, e afirmava que, a partir daquele momento, suas almas seriam vendidas a um determinado demônio. Durante o ritual, as vítimas sentavam em cadeiras, o juiz colocava gravata e uma fralda na cabeça, e oferecia óstias como se fossem o corpo de Cristo.

Outra estagiária descreveu que o juiz costumava jogar livros nas jovens e “bater com o livro na bunda” das mulheres. Em uma dessas “brincadeiras”, uma estagiária teria ficado com um corte na boca.

Em seguida, uma ex-estagiária alegou que reclamou sobre o incidente com o magistrado, que respondeu. “Se eu te bater, você vai apaixonar, mas você não sabe o que eu já fiz com uma estagiária nessa mesa”. Ainda conforme a vítima, Ather teria proferido frases como “mulher serve para ficar atrás do fogão” e “iguais a você eu acho várias, até melhores”.