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Pentecostes será festejado com missano morro da Guarita, em Divinópolis

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O Dia de Pentecostes será celebrado com missa festiva às 10 horas do próximo domingo, 24 de maio de 2026, em altar instalado ao lado da futura Cruz de Todos os Povos sobre o morro da Guarita, ou Gurita como é conhecido popularmente, no distrito de Santo Antônio dos Campos (Ermida), no município mineiro de Divinópolis. A missa será celebrada por frei Leonardo Lucas Pereira, OFM, ex-pároco da Paróquia de Santo Antônio de Santo Antônio dos Campos.

Antes da missa, às 9h, alguns cavaleiros, levando símbolos dos dons e frutos do Espírito Santo, sairão em cavalgada da praça da igreja matriz de Santo Antônio dos Campos até o local da celebração no morro da Guarita. Vários padres também estão convidados para a celebração, da qual participarão os grupos de Folia do Divino da família Quincas Tavares, do Marinho, de Branquinhos e de Itapecerica, com os embaixadores Elias e Branco. Após a cerimônia, será oferecido café aos participantes.

A celebração coincide com as festividades dos 114 anos de emancipação político-administrativa de Divinópolis, ocorrida pela Lei Estadual nº 556, de 30 de agosto de 1911, quando foram criados a vila e o município de Henrique Galvão, primeiro nome da cidade, mesma designação da primeira estação ferroviária da localidade.

Em sua história, Divinópolis pertenceu às comarcas de Sabará (1711–1744), Vila de São José dos Rios das Mortes (1744–1758), Pitangui (1758–1847) e Itapecerica (1847–1912). O município foi oficialmente instalado em 1º de junho de 1912 e, ainda naquele ano, em 3 de setembro, pela Lei nº 590, recebeu a denominação de Divinópolis, conhecida como “Cidade do Divino”.

Pentecostes, palavra de origem grega que significa “quinquagésimo”, é uma das mais importantes celebrações do calendário católico, pois marca a descida do Divino Espírito Santo sobre os apóstolos reunidos com a Virgem Maria, cinquenta dias após a Páscoa. A partir desse momento, os discípulos iniciaram a difusão do Cristianismo para diversos povos e idiomas, conforme relatado no Novo Testamento.

Os dons do Espírito Santo representam as graças concedidas por Deus para auxiliar o ser humano no crescimento espiritual e na prática da vida cristã. São eles: Sabedoria, Entendimento, Ciência, Conselho, Fortaleza, Piedade e Temor de Deus.

Já os frutos do Espírito Santo são mencionados na carta do apóstolo Paulo aos Gálatas: amor, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Frei Bernardino Leers também relaciona sete sinais do Divino Espírito, sendo cinco ligados à natureza — água, fogo, luz, vento e terra — e dois ligados à natureza humana: vida e amor.

A Festa do Divino Espírito Santo é uma tradição secular da Igreja Católica que chegou ao Brasil trazida pelos portugueses no início do século XVI, tornando-se mais difundida a partir do século XVII. As celebrações simbolizam esperança, igualdade e prosperidade entre os povos e costumam ocorrer nos meses de maio, junho e julho em várias regiões do país. O principal símbolo da festa é a pomba branca, representação do Espírito Santo e dos seus sete dons.

A cerimônia deste domingo também chama atenção pela realização ao lado da futura Cruz de Todos os Povos, estrutura construída pela Associação Terra de Deus com o objetivo de promover integração e paz entre os povos. O projeto teve início em 2017 e segue o modelo de outras duas cruzes já instaladas no Líbano, a Cruz do Pai, e no México, a Cruz do Filho.

A cruz dedicada ao Espírito Santo está sendo erguida em Divinópolis, conhecida como “Cidade do Divino”, com apoio da Diocese de Divinópolis, por meio de doações e da participação popular.

Com 74 metros de altura, a Cruz de Todos os Povos terá aproximadamente duas vezes e meia a altura da estátua do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro. O local já se tornou ponto de visitação, contemplação, encontros e meditação, atraindo moradores e turistas interessados na paisagem e no pôr do sol da região.

Texto de Mauro Eustáquio Ferreira