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Reforma da Previdência: impasse continua em Divinópolis

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Mesmo após a votação na Câmara, greve servidores Divinópolis, possível judicialização e questionamentos sobre a tramitação mantêm o debate em aberto.

A aprovação da reforma da Previdência dos servidores municipais pela Câmara de Divinópolis não encerrou a crise envolvendo o funcionalismo público. Pelo contrário, a votação abriu uma nova fase do conflito, marcada pela manutenção da greve servidores Divinópolis, pela possibilidade de judicialização e por questionamentos sobre a tramitação do projeto no Legislativo.

Os servidores decidiram manter a paralisação por tempo indeterminado. Além disso, a categoria marcou uma nova manifestação para as 13h desta quarta-feira (8), em frente ao Centro Administrativo da Prefeitura. Os servidores querem convencer a prefeita Janete Aparecida a não sancionar o projeto e a reabrir as negociações sobre a reforma previdenciária.

Greve continua e categoria busca alternativas

Com a aprovação da proposta, o movimento dos servidores passa a concentrar esforços em três frentes. A primeira é a continuidade da greve. A segunda envolve a adoção de medidas judiciais para contestar pontos da reforma que, segundo os representantes da categoria, retiram direitos dos servidores.Já a terceira frente busca apoio político na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), onde deputados já discutiram o tema em audiência pública.

Tramitação do projeto gera novos questionamentos

Outra aresta que permanece aberta diz respeito à forma como o projeto tramitou na Câmara Municipal. O vereador Vitor Costa afirma que algumas comissões analisaram a proposta em reuniões realizadas no domingo, situação que chamou a atenção da oposição.

“É um tanto quanto estranho. Nunca participei de reunião de comissão em um domingo. Além disso, chegou a denúncia de que uma das reuniões teria ocorrido por um grupo de WhatsApp. O Regimento Interno da Câmara não prevê esse tipo de procedimento”, afirmou o vereador.

Segundo Vitor Costa, a Presidência da Câmara prestará esclarecimentos sobre a tramitação. aso a Presidência da Câmara não apresente respostas suficientes, o parlamentar afirma que encaminhará o caso ao Ministério Público.

Judicialização ganha força após a votação

Na avaliação da oposição, a aprovação da reforma não encerra a discussão jurídica. Pelo contrário, a expectativa é que ações junto ao Poder Judiciário para questionar tanto aspectos da tramitação quanto o conteúdo da proposta aprovada.

“A judicialização desse caso é inevitável. O problema é que a Justiça demora e, até lá, os efeitos da reforma podem atingir os servidores”, declarou Vitor Costa.

O parlamentar também afirmou ter recebido relatos de servidores sobre supostas tentativas de identificar quem aderiu à greve. Segundo Vitor Costa as informações serão acompanhadas pela oposição e pelo sindicato, caso haja necessidade de novas providências.

Sanção da prefeita é aguardada

Enquanto isso, outro ponto decisivo permanece em aberto. A prefeita Janete Aparecida ainda deverá se manifestar nesta quarta-feira (8), mas sobre a sanção da reforma previdenciária. Até lá, os servidores prometem manter as mobilizações e insistem na reabertura das negociações.

Assim, embora a Câmara tenha concluído a votação do projeto, o conflito político e jurídico envolvendo a reforma da Previdência Municipal está longe do fim. Os próximos dias serão decisivos para definir se haverá sanção, ações na Justiça ou a retomada do diálogo entre Prefeitura e servidores.

Servidores em greve durante manifestação contra a reforma previdenciária em Divinópolis.
Servidores municipais mantêm mobilização após aprovação da reforma previdenciária. [Foto: Divulgação/CMD]