Pular para o conteúdo

Divinópolis tem alto risco de epidemia de dengue

Image

A Vigilância em Saúde Ambiental da Secretaria Municipal de Saúde de Divinópolis (Semusa), apresenta dados do quarto Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa), realizado no período de 6 a 10 de novembro. A atual pesquisa foi feita em 168 bairros e foram 5.932 imóveis vistoriados. Destes, 282 imóveis estavam com foco do mosquito.

O índice de infestação médio do município resultou em 4,75%, que significa “alto risco de epidemia”, segundo parâmetro técnico do Ministério da Saúde. Houve um aumento de 465% em relação ao último levantamento, realizado em agosto deste ano, o qual estava em 0,84%. No mesmo período do ano passado, a taxa registrada na cidade foi de 3,7%.

O 4º LIRAa demonstrou que 92% dos focos foram encontrados em residências e 8% em lotes vagos. Dos reservatórios predominantes, 38% dos focos estavam em recipientes passíveis de remoção (plásticos, latas, garrafas e pneus); 31% em depósitos móveis (bebedouros de animais, pratos e vasos de plantas); 16% em locais de armazenamento de água para consumo humano (caixa d’água, tanques, poços, tambores e manilhas); 14% em depósitos fixos (ralos, caixa de passagem, sanitários em desuso e fonte ornamentais) e 1% em depósitos naturais (bromélias e ocos de árvores).

De acordo com o LIRAa, as regiões Nordeste, Norte e Sudeste, estão em situação de alto risco de epidemia, com índice infestação de 7,8%; 6,78% e 5,08%, respectivamente. As regiões Sudoeste, Central e Oeste, estão em médio risco de epidemia, com índice de 3,25%; 2,73% e 2,56%, respectivamente.

De acordo com o parâmetro técnico do Ministério da Saúde, índice de infestação entre 0 e 0,9% é considerado baixo risco de epidemia. Entre 1 e 3,9% médio risco, situação de alerta. Acima de 4% possui alto risco de epidemia.

Ações Preventivas Realizadas

O combate à dengue faz parte das ações realizadas diariamente pelas equipes da Vigilância Ambiental da Secretaria Municipal de Saúde. Veja os números:

– Em 2023 já foram realizadas 400.780 vistorias em móveis da cidade;

– Reforço nos finais de semana que vitoriaram 19.172 imóveis que não foram vistoriados durante a semana por ausência dos moradores;

– Recolhimento de 110 toneladas de pneus, sendo encaminhados para o eco ponto e posteriormente para reciclagem;

– Arrastões e mutirões de limpeza recolheram 225 toneladas de reservatórios que poderiam servir de criadouros para o mosquito aedes aegypti;

– 186 atividades de Mobilização Social (Mostra Educativa, Panfletagem, Palestras e Teatros);

– 1038 vistorias em imóveis classificados como ponto estratégico no Programa de Controle das Arboviroses, como borracharias e ferros velhos.

– Bloqueio com UBV Costal em 15.007 imóveis e 586 quarteirões.

– Bloqueio com o Termonebulizador (fumacê veicular) em 7.903 quarteirões.

– Apuração e atendimento a 643 denúncias e solicitações relacionadas a imóvel com suspeita de focos de mosquito.

– Vedação de 643 caixas d’agua

Combate à dengue é um dever de todos nós!

Mesmo com todas as ações realizadas pelas equipes da Vigilância Ambiental, a dengue só pode ser vencida com o total apoio da população! O 4º LIRAa de 2023 indica alto risco de epidemia de dengue em 2024 e, somente com apoio da população essa situação pode mudar!

“Mais uma vez o LIRAa mostra que a maioria dos focos continua nas residências. A população precisa aderir, como prática rotineira, o combate a dengue. É essencial que cada munícipe vistorie seu quintal, no mínimo uma vez por semana, recolhendo recipientes que possam acumular água, eliminar água armazenada, retirar pratos dos vasos de planta e acondicionar pneus e garrafas em locais cobertos. Os agentes de saúde não conseguem sozinhos sem o apoio da população!”, destacou o supervisor da Vigilância em Saúde Ambiental, Juliano Cunha;

Para ter um maior controle com os focos de dengue, todos podem colaborar!

– Observe o foco dos reservatórios do aedes Aegypt como recipientes plásticos, latas, bebedouros de animais, pratos e vasos de plantas, dentre outros, dentro dos imóveis e quintais.

– Tenha cuidado redobrado no período chuvoso.

– Não deixe água parada em garrafas, pratos e locais que causam acúmulo de líquidos
– Limpe e tampe caixas d’água

– Coloque areia nos pratinhos de vasos de plantas

A Semusa ressalta ainda que, na presença de algum sintoma da doença, procure atendimento médico para orientações e não faça uso de medicamentos. Para notificar e denunciar sobre os locais que possuem focos e reservatório do mosquito, basta ligar no número (37) 3229-6823.