O deputado federal eleito Gleidson Azevedo (Republicanos) quer colocar o filho, Arthur Azevedo, como candidato a prefeito de Divinópolis nas Eleições 2028. A declaração ocorreu durante o programa ‘Se Liga’, da TV Candidés, nesta quinta-feira (5).
Durante entrevista, Arthur contou ser candidato a vereador, mas o pai pensa em um projeto de poder Executivo: “Eu quero ele pra prefeito. Com certeza, na próxima eleição, vou só analisar a questão da legalidade se pode por questão de idade e questão de eu ter saído como prefeito. Eu saí, mas o mandato legalmente termina em 2028. Se puder, minha vontade é lançar ele como candidato a prefeito“, disse o deputado eleito.
Além disso, o ex-prefeito ainda questionou sobre a quantidade de familiares na política, que inclui o governador eleito Cleitinho Azevedo (Republicanos) e o deputado estadual Eduardo Azevedo (PL).
“Mais um. Mais um que é luz, mais um que vai trabalhar, mais um honesto, mais um que vai servir à população. E quanto mais ‘Clã Azevedo’ tiver, mais nós temos que lançar. Infelizmente o Matheus não está entre nós, se ele tivesse estaria também“, disse, citando o irmão mais novo que faleceu em julho deste ano.
Por fim, Gleidson desconversou em relação ao alinhamento da candidatura com o atual prefeita, Janete Aparecida (Avante). “Aí você tem que perguntar ela, mas se pudesse lançar, meu candidato seria o Arthur”, finalizou.
Filho de Gleidson Azevedo pode ser candidato a prefeito?
De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, cônjuge e parentes de até segundo grau do(a) prefeito(a), como filhos, netos e irmãos, não podem se candidatar para o cargo no mesmo município.
A proibição, prevista na Constituição, busca evitar que um mesmo grupo familiar se perpetue no poder, impedindo também que a máquina pública seja usada em benefício da candidatura de parentes.
Mesmo com a renúncia de Gleidson em 2026, a decisão não anula o fato de que ele foi o titular eleito para o período de 2025 a 2028. A jurisprudência aponta que aceitar a candidatura do filho nesse cenário significaria chancelar um terceiro mandato consecutivo do mesmo núcleo familiar, o que é expressamente proibido pela lei.
Porém, Arthur Azevedo pode ser eleito candidato a vereador pela regra da renúncia do pai. Ainda conforme a , Constituição (art. 14, § 7º) parentes são inelegíveis na jurisdição do titular, salvo se este se afastar definitivamente do cargo até seis meses antes do pleito.
Um caso semelhante ocorreu em Guatapará (SP). Juracy Costa da Silva foi eleito prefeito em 2016 e reeleito em 2020, mas faleceu meses antes de terminar o segundo mandato em 2024. O filho Ailton Aparecido da Silva chegou a tomar posse, mas a Justiça o declarou inelegível e cassou do cargo.














