A secretária de Finanças do PT, Gleide Andrade, se pronunciou sobre a aprovação da reforma da Previdência em Divinópolis nesta terça-feira (7), classificando a votação como um “atropelo do Executivo”. Em publicação nas redes sociais, ela parabenizou os vereadores que se opuseram ao texto e criticou a forma como a proposta foi conduzida na Câmara Municipal.
“A aprovação da reforma da previdência, votada ontem a toque de caixa, foi um verdadeiro atropelo do Executivo. Por 11 votos a 5, a Câmara aprovou um projeto que atinge em cheio o futuro de milhares de servidores ativos, aposentados e pensionistas, aumentando drasticamente o tempo e as alíquotas de contribuição”, escreveu a petista.
O projeto de Lei Complementar EM nº 008/2026 reestruturou o Regime Próprio de Previdência Social dos servidores municipais vinculado ao Diviprev.. Com a aprovação, o texto segue agora para sanção da prefeita Janete Aparecida (Avante), autora da proposta.
Por que Gleide Andrade classifica a votação como apressada?
Segundo a secretária do PT, uma pauta que afeta a vida de tantas famílias exigia transparência, tempo e escuta, e não a imposição do que ela chamou de “tratoraço”. Consequentemente, a crítica se soma às manifestações de sindicatos e servidores realizadas nas semanas que antecederam a votação.
O processo de negociação da reforma incluiu reuniões técnicas, audiência pública na Assembleia Legislativa e 30 dias para ampliar o diálogo com as categorias.
Quais vereadores votaram contra o projeto?
Votaram contra a reforma os vereadores Kell Silva (PV), Vitor Costa (PT), Josafá Anderson (Cidadania), Wesley Jarbas (Republicanos) e Dr. Delano (PL). Gleide Andrade deixou “os parabéns” a esses parlamentares, classificando-os como aqueles que tiveram a coragem de ficar do lado que ela considera certo da história.
A petista fez um reconhecimento especial ao colega de partido Vitor Costa, que, segundo ela, lutou até o fim e apresentou emendas para tentar reduzir os impactos da reforma sobre os trabalhadores. Porém, todas elas foram rejeitadas pela maioria da Câmara. Vitor Costa já havia articulado, em junho, a entrega de uma carta de servidores ao presidente Lula pedindo mais prazo para o debate da reforma.
Como Gleide Andrade avalia a resposta da Prefeitura à greve?
Além da crítica à votação, a secretária do PT também repudiou a postura da Prefeitura em relação à greve dos servidores, iniciada na segunda-feira (6). “Como se não bastasse todo o desrespeito, a Prefeitura ainda deu um ultimato autoritário de 24 horas para o encerramento da greve. É inaceitável tentar silenciar a categoria na base da ameaça”, afirmou.
Por isso, Gleide finalizou a publicação reforçando que, na avaliação dela, “o debate não se encerra no grito”, sinalizando que o PT deve continuar acompanhando os desdobramentos do caso nos próximos dias.
Como fica o cenário político em Divinópolis agora?
Enquanto isso, a Prefeitura defende que a reforma era indispensável diante do déficit atuarial do Diviprev, estimado em R$ 2,6 bilhões. O governo argumenta que o processo de negociação incluiu meses de diálogo com sindicatos e categorias. Além disso, o episódio expõe divergências que já vinham sendo discutidas por diferentes grupos políticos da cidade em torno da condução da reforma previdenciária municipal.














