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Suspeito de charlatanismo e abuso sexual de vítimas em atendimentos espirituais é preso.

Postado em 29/09/2020 13:23

A Polícia Civil de Minas Gerais, em Januária, no Norte do estado, realizou no último sábado (26) a operação ‘O Aprendiz’, após comprovação de denúncias de duas vítimas que relataram ter sofrido ofensa sexual durante atendimentos espirituais. O suspeito, de 66 anos, foi preso no distrito de São Joaquim, na comunidade Fazenda Picos, pertencente à cidade de Januária.

Após as denúncias, a Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (Deam) em Januária iniciou, de imediato, as investigações sobre os fatos, identificando o suspeito. Durante os trabalhos policiais, o número de vítimas passou aumentar. Algumas delas relataram terem sentido vergonha do ocorrido e, por isso, não teriam procurado a polícia. Com as apurações, a delegada titular da Deam em Januária, Brunna Jhyesse Silva e Brito, representou pela prisão preventiva do investigado à Justiça, que manifestou favorável pela prisão, já que o suspeito continuava a realizar atendimentos, fazendo novas vítimas.

Policiais civis se deslocaram à Fazenda Picos, onde o suspeito foi preso. Na ocasião, ele estava contando valores, que possivelmente pertencia às pessoas atendidas antes da chegada da polícia. De acordo com a delegada Bruna, a Deam em Januária se empenha na proteção das mulheres que sofrem violência, especialmente as cometidas com abuso de confiança. “Ao menor sinal de que esteja sofrendo qualquer forma de violência, a vítima precisa procurar ajuda. Procure a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher ou posto policial mais próximo”, afirmou a Delegada.

O suspeito encontra-se no Sistema Prisional e está à disposição da Justiça. 

Os atendimentos

Os “atendimentos espirituais” eram feitos na residência dele, na cidade de Arinos, e a convite de um possível curador passou a realizá-los também na cidade de Bonito de Minas e no distrito de São Joaquim, na comunidade da Fazenda Picos, município de Januária.

Os pagamentos dos atendimentos eram feitos em dinheiro com o pretexto de comprar raízes para complemento do atendimento na promessa de cura. Além disso, o pagamento também podia ser feito de forma alternativa com farinha, feijão, milho e animais, como porcos e galinhas. Eram prometidas curas espirituais, físicas e ainda desembaraço na vida profissional e amorosa.

Durante o atendimento, com pretexto de que as roupas estavam atrapalhando os procedimentos, era solicitado pelo investigado que as vítimas retirassem as vestes. Nesse momento, o investigado cometia os crimes. Inclusive, provocava acidente de derramamento de líquidos no corpo das vítimas para despir-se também.

 

O nome da operação

‘O Aprendiz’ faz alusão ao famoso caso do médium ‘João de Deus’, que assim como o acusado, abusava da confiança, fragilidade emocional e desespero em busca de cura das vitimas e aproveitava para cometer crimes como curandeirismo, charlatanismo e abuso sexual.

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