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Caso Henay: Réu vai a júri popular por feminicídio e forjar acidente

Caso Henay: Réu vai à júri popular por feminicídio e forjar acidente
Alison de Araújo Mesquita será submetido à júri popular em Belo Horizonte. [Foto: Redes sociais/Reprodução]

A Justiça determinou que Alison de Araújo Mesquita, réu no caso da morte de Henay Rosa Gonçalves Amorim, seja submetido a júri popular. A decisão de pronúncia foi proferida pela juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, do 1º Tribunal do Júri da Comarca de Belo Horizonte.

A magistrada também manteve a prisão preventiva do acusado, que está detido desde dezembro de 2025. O réu foi denunciado pelo crime de feminicídio, com as qualificadoras de violência doméstica e familiar, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, além de fraude processual.

De acordo com a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a morte de Henay ocorreu em 14 de dezembro de 2025, em um apartamento no bairro Nova Suíça, na capital. Horas depois, Alison teria provocado uma colisão de trânsito no km 90 da MG-050, em Itaúna, no Centro-Oeste mineiro.

Relembre acidente forjado contra Henay Amorim

O que inicialmente foi registrado como um acidente de trânsito passou a ser tratado como feminicídio. De acordo com o delegado Flávio Destro, chefe do 7º Departamento de Polícia Civil, imagens de câmeras de segurança do prédio onde o casal morava foram determinantes para a mudança no rumo das investigações.

A perícia técnica constatou que Henay já estava morta antes da colisão registrada na rodovia. A necropsia identificou sinais de asfixia, contrariando a versão inicial de que a morte teria decorrido do acidente de trânsito.

De acordo com a Polícia Civil, o principal indício que levantou suspeitas ocorreu na praça de pedágio na MG-050, em Itaúna, quando uma funcionária notou que a mulher no banco do motorista permanecia completamente imóvel. Ao ser questionado, Alison afirmou que a companheira apenas passava mal e seguiu viagem.

Minutos depois, no km 90 da rodovia, o veículo colidiu contra um micro-ônibus de turismo.

Alison foi preso em flagrante durante o velório de Henay em Divinópolis, após policiais notarem marcas no rosto e nos braços do suspeito. Esses indícios, conforme a investigação, seriam compatíveis com reação de defesa da vítima. Além disso, esse elemento se somou a outros vestígios já reunidos pela perícia técnica ao longo da apuração.

Quais são as próximas etapas do processo?

Com a pronúncia, o processo segue agora para a fase de preparação do julgamento pelo Tribunal do Júri, responsável por analisar crimes dolosos contra a vida.

Até lá, a defesa pode apresentar novos argumentos, solicitar diligências complementares e contestar os elementos reunidos pela acusação, conforme prevê o Código de Processo Penal.

Enquanto isso, o caso segue sob prisão preventiva do acusado, mantida pela Justiça com base na gravidade dos fatos apurados e na necessidade de garantia da ordem pública.

Porém, até o momento, a Justiça não estipulou data para o início do julgamento.

Caso Henay: Réu vai à júri popular por feminicídio e forjar acidente
Alison de Araújo Mesquita será submetido à júri popular em Belo Horizonte. [Foto: Redes sociais/Reprodução]