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Acusado de matar Henay Amorim e simular acidente vira réu por feminicídio em MG

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foto reprodução redes sociais

A Justiça de Minas Gerais aceitou a denúncia contra Alison de Araújo Mesquita, acusado de assassinar a esposa, Henay Amorim, e tentar e simular um acidente de trânsito. O caso aconteceu em dezembro de 2025 e repercutiu nacionalmente.

A decisão foi proferida pela juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, do Tribunal do Júri da comarca de Belo Horizonte. Foi determinada a manutenção da prisão preventiva do acusado, que segue detido e não poderá responder ao processo em liberdade. Ele terá o prazo de 10 dias para apresentar defesa.

Ele vai réu vai responder por feminicídio com agravantes de violência doméstica e familiar, uso de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, além do crime de fraude processual.

O que as investigações apontaram:

Em coletiva de imprensa, as investigações apontaram que a vítima morreu ainda no apartamento do suspeito em Belo Horizonte. No local, houve uma discussão entre o autor e a vítima. Na madrugada do dia 14/12 ele asfixiou Henay, além de golpes no rosto dela. A causa da morte foi asfixia mecânica e traumatismo cranioencefálico.

Por volta das 4h49, ele desceu do apartamento carregando o corpo da companheira. O suspeito saiu do prédio já do lado do passageiro e manipulando o volante, enquanto Henay estava no banco do motorista, simulando que ela estaria conduzindo o carro.

Uma câmera de segurança do apartamento também foi descartada, mas algumas imagens foram recuperadas no celular do suspeito.

Histórico de brigas entre Henay e o companheiro

O delegado também alegou que o casal havia um histórico de brigas. Em agosto, ele desferiu vários socos contra a vítima, que teria afirmado a amigos que estava com medo de morrer e que nunca teria apanhado tanto.

Uma câmera instalada no pedágio mostra atitude suspeita de Alison, que no banco do passageiro, pagou a tarifa enquanto Henay já estava desacordada. Minutos depois, o carro onde o casal estava colidiu com um ônibus, também em Itaúna.

Em depoimento, Alison teria provocado propositalmente uma batida com o objetivo de simular que a morte da vítima havia ocorrido em decorrência do acidente. De acordo com o delegado João Marcos do Amaral, responsável pelo caso, o crime teria sido cometido em um colchão, que foi jogado fora.

A prisão ocorreu no dia seguinte, quando Alison estava no velório da vítima em um cemitério de Divinópolis. Ele foi conduzido para o presídio Floramar, e em seguida, transferido para a penitenciária de Itaúna.

O inquérito havia sido encaminhado para à Justiça.

foto reprodução redes sociais