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Caso Henay: Concessionária explica protocolos em situações suspeitas

Caso Henay Concessionária explica protocolos em situações suspeitas
Foto: Redes sociais/Reprodução

Imagens de câmeras de segurança na praça de pedágio da MG-050 foram fundamentais para que a morte de Henay Amorim passasse a ser investigada como feminicídio.

Em nota, a concessionária Via Nascentes alegou que a atendente adotou os procedimentos necessários após ela perceber comportamento suspeito quando o carro do casal chegou ao local.

As imagens mostram o empresário Alison de Araújo Mesquita no banco do passageiro enquanto Henay estava desacordada no banco do motorista. O suspeito pagou a tarifa e deixou o local, mesmo sendo orientada pela funcionária para aguardar o apoio. Em seguida, ela comunicou o fato ao Centro de Controle de Operações (CCO) da rodovia.

Minutos depois, o carro em que o casal estava colidiu com um micro-ônibus, também em Itaúna, às 6h do último domingo (14). O caso estava sendo tratado como um acidente de trânsito até a prisão de Alisson na segunda-feira (15), durante o velório de Henay no Cemitério Parque da Serra, em Divinópolis.

Veja a nota completa:

A Via Nascentes informa que, na ocorrência em questão, a agente de pedágio, ao identificar uma atitude suspeita, adotou o protocolo padrão da concessionária, realizando algumas perguntas e comunicando imediatamente o Centro de Controle de Operações (CCO). Como os agentes de pedágio não possuem autoridade para reter veículos na praça, a colaboradora solicitou que o condutor aguardasse enquanto o apoio era acionado, porém o veículo deixou o local. A concessionária está colaborando com a investigação, disponibilizando à polícia as imagens e informações necessárias“.

Delegado detalha comportamento de acusado de matar Henay durante o pedágio

Em coletiva de imprensa realizada nesta terça (16), o delegado João Marcos do Amaral Ferreira detalha o comportamento do suspeito e a colaboração da concessionária com as investigações. Foi a partir daí que a linha de investigação passou a mudar. Alison apresentava arranhões no rosto, transpiração excessiva e teria trocado de roupas pouco tempo depois do acidente. 

Ela teria perguntado a ele o que teria acontecendo. Ele estava suando bastante e no momento do pagamento, ele esqueceu até de perguntar o troco e estava em uma situação, segundo a testemunha, de querer terminar tudo isso rápido. O suspeito disse que a vítima teve uma queda de pressão e a funcionária perguntou se ele queria assistência, mas ele não parou. Por conta das circustâncias atípicas, ela acionou a chefia e as imagens foram encaminhadas à Polícia“, disse.

O caso segue sendo investigado como feminicídio qualificado. Também na terça (16), a Justiça converteu a prisão de Alison para preventiva após audiência de custódia.

Caso Henay Concessionária explica protocolos em situações suspeitas
Foto: Redes sociais/Reprodução