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Caso Henay: acusado permanece detido após decisão judicial

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Foi realizada no início da noite desta terça-feira (16/12) a audiência de custódia do empresário Alison de Araújo Mesquita, de 43 anos, acusado de feminicídio em Divinópolis. Durante a sessão, a Justiça decidiu manter o suspeito preso, após a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, sem prazo estipulado para liberação.

A decisão foi proferida pela juíza Marcilene da Conceição Miranda, da 2ª Vara Criminal de Divinópolis, que entendeu estarem presentes os requisitos legais para a manutenção da custódia cautelar, considerando a gravidade do crime, a necessidade de garantia da ordem pública e o andamento das investigações.

De acordo com informações da Polícia Civil, Alison confessou o assassinato de Henay e relatou que teria provocado propositalmente uma batida com o objetivo de simular que a morte da vítima havia ocorrido em decorrência de um acidente de trânsito. A versão apresentada inicialmente como acidente levantou suspeitas durante as apurações, levando ao aprofundamento das investigações.

O empresário foi detido durante o velório da vítima, fato que causou grande comoção entre familiares, amigos e a comunidade local. A prisão ocorreu após os policiais reunirem elementos que apontaram inconsistências na narrativa inicial e indícios de crime doloso.

Com a conversão da prisão em preventiva, Alison de Araújo Mesquita permanece recolhido no sistema prisional e à disposição da Justiça, enquanto a Polícia Civil segue com as diligências para a conclusão do inquérito. O caso segue sendo tratado como feminicídio, crime previsto no Código Penal como homicídio qualificado, praticado contra a mulher em razão do gênero.

A defesa do acusado ainda não se manifestou oficialmente sobre a decisão judicial.