A paralisação de médicos em Divinópolis nesta segunda-feira (13) afetou o atendimento em 15 das 47 unidades de saúde do município, conforme a Prefeitura.
O movimento organizado pelo Sindicato dos Médicos de Minas Gerais (SinMed-MG) teve baixa adesão entre os profissionais. O balanço registrou a participação de 26 profissionais da rede municipal, o que equivale a 14% dos 181 médicos.
Portanto, cerca de 86% dos médicos permaneceram em atividade normalmente, garantindo a continuidade da assistência à população na maior parte da rede municipal. A paralisação foi aprovada em assembleia do SinMed-MG na última quarta-feira (8), em protesto contra a reforma da Previdência do Diviprev, aprovada pela Câmara Municipal dias antes.
Quais unidades de saúde foram afetadas em Divinópolis?
Dos 47 centros de saúde do município, 15 unidades ficaram temporariamente sem atendimento médico em razão da adesão ao movimento.
São as Unidades Básicas de Saúde (UBS) dos bairros Niterói, Bom Pastor, Afonso Pena e São José, além das Estratégias de Saúde da Família (ESF) dos bairros Santos Dumont, Terra Azul, São Paulo, Jardim das Acácias, Ipiranga, Planalto, Belvedere, Jardinópolis, Candidés, Vale do Sol e Central.
Além disso, a Policlínica também registrou adesão de médicos à paralisação. Moradores dos bairros citados foram os mais afetados pela mobilização, enquanto o restante da rede seguiu funcionando dentro da normalidade.
Mesmo nas unidades impactadas, os serviços de saúde não foram interrompidos. Permaneceram em funcionamento outros atendimentos como enfermagem, vacinação, curativos, administração de medicamentos, entre outros.
Como está organizada a rede municipal de saúde?
A rede municipal de saúde é composta por 47 unidades de Atenção Primária, organizadas em 68 Equipes de Saúde da Família. Além disso, há a Policlínica, do Caps III, do Caps AD e dos demais serviços especializados, que mantiveram suas atividades conforme a programação normal.
Sobretudo, a manutenção dos serviços essenciais reforça a orientação da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) de que atendimentos de urgência e emergência devem continuar.
O que vem depois dessa paralisação dos médicos?
A Secretaria Municipal de Saúde acompanha a paralisação ao longo do dia, monitorando o funcionamento das unidades e adotando as medidas necessárias para reduzir os impactos. Enquanto isso, o SinMed-MG já sinalizou que uma nova assembleia da categoria pode ampliar o movimento.
Na prática, a baixa adesão registrada nesta paralisação de advertência pode influenciar os próximos passos da categoria, que segue avaliando o desfecho das negociações em torno da reforma do Diviprev.
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