Servidores decidem pelo fim da greve em Divinópolis, depois de uma série de mobilizações e protestos contra a reforma da Previdência formulada pela Prefeitura. Nesta segunda-feira (13), os servidores decidiram encerrar a greve após dez dias de paralisação. A Câmara Municipal aprovou o projeto em 7 de julho, mas a votação não encerrou o movimento naquele momento. Além disso, a decisão de encerrar a greve ocorreu no mesmo dia em que os médicos aderiram a uma paralisação contra a mesma reforma. Por isso, confira a seguir como foi o último dia de mobilização e a trajetória completa da greve.
O que você precisa saber sobre o fim da greve em Divinópolis?
- Os servidores decidiram pelo fim da greve nesta segunda-feira (13), após dez dias de paralisação.
- A decisão veio em assembleia realizada na Praça do Santuário, após um novo protesto pelo Centro da cidade.
- A reforma do Diviprev foi aprovada pela Câmara Municipal em 7 de julho, mas isso não encerrou o movimento na época.
- O fim da greve coincidiu com o dia em que os médicos aderiram a uma parada de 24 horas contra a mesma reforma.
- A greve havia começado em 3 de julho, com a Educação, e se ampliou para o quadro geral em 6 de julho.
Confira também: todo o histórico da reforma do Diviprev e as últimas notícias do Sintram.
Como foi o último dia de mobilização em Divinópolis?
Nesta segunda-feira (13), Sintram e Sintemd fizeram novos protestos pelo Centro da cidade, culminando na Praça do Santuário. No local, uma assembleia decidiu pelo fim da greve, encerrando dez dias de paralisação do funcionalismo municipal. Consequentemente, o movimento chega ao fim depois de sucessivas assembleias, notificações extrajudiciais e protestos que marcaram o mês de julho em Divinópolis.
Qual foi a trajetória da greve até o fim do movimento?
A paralisação começou em 3 de julho, quando os servidores da Educação cruzaram os braços, e se ampliou para o quadro geral do funcionalismo em 6 de julho, portanto um dia antes da votação da reforma na Câmara. em seguida, a Câmara Municipal aprovou a reforma do Diviprev por 11 votos a 5, em sessão marcada por protestos de servidores nas galerias. Portanto, mesmo com a aprovação do projeto, os sindicatos optaram por manter o movimento por tempo indeterminado.
A Prefeitura chegou a notificar extrajudicialmente o Sintram e o Sintemd, em 7 de julho, dando prazo de 24 horas para o fim da paralisação, sob o argumento de que a greve havia perdido o objeto após a aprovação da reforma. A Lei de Greve (Lei nº 7.783/1989) prevê que a cessação coletiva do trabalho é facultada após frustrada a negociação, ponto usado pela Administração para questionar a continuidade do movimento. Ainda assim, os servidores mantiveram a greve por mais alguns dias, até a assembleia desta segunda-feira (13).
Veja também: mais notícias sobre a Prefeitura de Divinópolis e o histórico completo da reforma da Previdência.
Por que os médicos aderiram à paralisação no mesmo dia?
Nesta segunda-feira (13), no mesmo dia em que os servidores decidiram encerrar a greve geral, os médicos vinculados ao Sindicato dos Médicos de Minas Gerais (SinMed-MG) realizaram uma paralisação de advertência de 24 horas em protesto contra a reforma do Diviprev. Sobretudo por isso, a categoria médica adotou um cronograma próprio e manteve a mobilização, independentemente da decisão dos demais servidores municipais na Praça do Santuário.
O que muda agora entre Prefeitura e servidores?
Com o fim da greve, a expectativa é de retomada gradual dos serviços municipais que ainda operavam com adesão ao movimento. Entretanto, o desconto dos dias parados e eventuais desdobramentos jurídicos relacionados à notificação extrajudicial ainda podem gerar novos capítulos no impasse entre Prefeitura e sindicatos.
Acompanhe as próximas atualizações sobre a retomada dos serviços municipais e os desdobramentos da reforma do Diviprev em Divinópolis.














