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Ato na porta do Diviprev marca 5º dia de greve geral em Divinópolis

Ato na porta do Diviprev marca 5º dia de greve geral em Divinópolis
Manifestantes se reúnem na sede do Diviprev cobrando diálogo com o Executivo. [Foto: Portal MPA]

Servidores municipais de Divinópolis entram no quinto dia de greve geral nesta sexta-feira (10), com uma manifestação na porta do Diviprev. A categoria mantém a paralisação, mesmo com o projeto de reforma da previdência sancionado pela prefeita Janete Aparecida (Avante).

De acordo com o Sintram, o ato reúne servidores de diferentes secretarias municipais que seguem em greve desde o início do mês. A escolha da sede do Diviprev como ponto de encontro simboliza a exigência da categoria por mais diálogo sobre as mudanças na Previdência municipal.

Por que a greve em Divinópolis continua mesmo com a sanção da reforma?

A categoria afirma que os servidores não aceitarão que decisões sobre previdência e carreira avancem sem respeito aos direitos. De acordo com Rodrigo Rodrigues Ferreira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação Municipal (Sintemd), o objetivo é buscar alternativas.

Enquanto existir o Diviprev, existe esperança para que ele seja melhor administrado por parte tanto do Executivo quanto com o olhar do servidor e a participação do servidor. A nossa luta não é momentânea. Ela é para o resto das nossas vidas funcionais. E não é uma determinação, uma fala da administração que vai definir os passos dos servidores“, disse.

O presidente do Sintram, Marco Aurélio Gomes, alega que os servidores decidem pelo começo e fim do movimento.

Quem decide quando a greve termina ou não é a categoria, né? Então nós pedimos aí que ela altere alguns pontos que foram prejudiciais à categoria e vamos continuar na greve“, contou.

Ato na porta do Diviprev marca 5º dia de greve geral em Divinópolis
Manifestantes se reúnem na sede do Diviprev cobrando diálogo com o Executivo. [Foto: Portal MPA]

Quando começou a greve?

Tanto o Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Divinópolis e Centro-Oeste de Minas (Sintram) quanto o Sindicato dos Trabalhadores da Educação Municipal (Sintemd) concordaram com a greve no fim de junho.

Servidores da educação iniciaram o movimento no dia 3 de julho, enquanto os outros setores começaram a paralisação na última segunda (6). A diferença nas datas ocorre por questão de protocolo: para uma greve começar, é necessária uma notificação judicial junto com o Executivo.

Greve na Justiça e próximos passos

A mobilização ocorre pouco depois de a Prefeitura notificar judicialmente o Sintram e o Sintemd, exigindo o fim da greve em até 24 horas após a aprovação da reforma na Câmara Municipal.

De acordo com o Executivo, a aprovação do Projeto de Lei Complementar nº 008/2026 esvaziou o motivo original da paralisação. Mesmo assim, os sindicatos optaram por manter o movimento por tempo indeterminado.

O presidente do Sintram, Marco Aurélio Gomes, conta os próximos passos:

Hoje nós vamos ter uma assembleia, logo após a manifestação, para que a categoria mesmo decida aí os próximos rumos. Lembrando que a partir de segunda-feira os médicos também estão vindo para nos ajudar“, disse.

Na próxima segunda-feira (13), médicos irão aderir à greve em uma ‘paralisação de aviso’ por 24 horas. Os serviços de urgência e emergência seguem normalmente, segundo a legislação.

De acordo com o SinMed-MG, além dos médicos efetivos do município, profissionais contratados temporariamente e integrantes do Programa Mais Médicos também poderão aderir ao movimento grevista.

Ato na porta do Diviprev marca 5º dia de greve geral em Divinópolis
Manifestantes se reúnem na sede do Diviprev cobrando diálogo com o Executivo. [Foto: Portal MPA]