Servidores municipais de Divinópolis entram no quinto dia de greve geral nesta sexta-feira (10), com uma manifestação na porta do Diviprev. A categoria mantém a paralisação, mesmo com o projeto de reforma da previdência sancionado pela prefeita Janete Aparecida (Avante).
De acordo com o Sintram, o ato reúne servidores de diferentes secretarias municipais que seguem em greve desde o início do mês. A escolha da sede do Diviprev como ponto de encontro simboliza a exigência da categoria por mais diálogo sobre as mudanças na Previdência municipal.
Por que a greve em Divinópolis continua mesmo com a sanção da reforma?
A categoria afirma que os servidores não aceitarão que decisões sobre previdência e carreira avancem sem respeito aos direitos. De acordo com Rodrigo Rodrigues Ferreira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação Municipal (Sintemd), o objetivo é buscar alternativas.
“Enquanto existir o Diviprev, existe esperança para que ele seja melhor administrado por parte tanto do Executivo quanto com o olhar do servidor e a participação do servidor. A nossa luta não é momentânea. Ela é para o resto das nossas vidas funcionais. E não é uma determinação, uma fala da administração que vai definir os passos dos servidores“, disse.
O presidente do Sintram, Marco Aurélio Gomes, alega que os servidores decidem pelo começo e fim do movimento.
“Quem decide quando a greve termina ou não é a categoria, né? Então nós pedimos aí que ela altere alguns pontos que foram prejudiciais à categoria e vamos continuar na greve“, contou.
Quando começou a greve?
Tanto o Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Divinópolis e Centro-Oeste de Minas (Sintram) quanto o Sindicato dos Trabalhadores da Educação Municipal (Sintemd) concordaram com a greve no fim de junho.
Servidores da educação iniciaram o movimento no dia 3 de julho, enquanto os outros setores começaram a paralisação na última segunda (6). A diferença nas datas ocorre por questão de protocolo: para uma greve começar, é necessária uma notificação judicial junto com o Executivo.
Greve na Justiça e próximos passos
A mobilização ocorre pouco depois de a Prefeitura notificar judicialmente o Sintram e o Sintemd, exigindo o fim da greve em até 24 horas após a aprovação da reforma na Câmara Municipal.
De acordo com o Executivo, a aprovação do Projeto de Lei Complementar nº 008/2026 esvaziou o motivo original da paralisação. Mesmo assim, os sindicatos optaram por manter o movimento por tempo indeterminado.
O presidente do Sintram, Marco Aurélio Gomes, conta os próximos passos:
“Hoje nós vamos ter uma assembleia, logo após a manifestação, para que a categoria mesmo decida aí os próximos rumos. Lembrando que a partir de segunda-feira os médicos também estão vindo para nos ajudar“, disse.
Na próxima segunda-feira (13), médicos irão aderir à greve em uma ‘paralisação de aviso’ por 24 horas. Os serviços de urgência e emergência seguem normalmente, segundo a legislação.
De acordo com o SinMed-MG, além dos médicos efetivos do município, profissionais contratados temporariamente e integrantes do Programa Mais Médicos também poderão aderir ao movimento grevista.















