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Janete Aparecida registra BO por ataques pessoais na internet

Prefeita Janete Aparecida no 7º Departamento da Polícia Civil de Divinópolis registrando boletim de ocorrência
Prefeita formaliza representação contra ataques nas redes sociais [Foto: Divulgação/Prefeitura de Divinópolis]

A prefeita de Divinópolis, Janete Aparecida (Avante), esteve na Delegacia de Polícia Civil para registrar boletim de ocorrência por ataques pessoais contra ela redes sociais. O registro ocorre em meio às críticas pela reforma do Diviprev, sancionada na quarta-feira (8).

Entre os fatos relatados estão publicações com conteúdo de violência política de gênero, injúria, difamação e ameaças. A prefeita também denunciou falsas acusações de desvio de recursos do Diviprev e alegações infundadas de compra de vereadores. De acordo com o Executivo, as manifestações buscam deslegitimar o exercício do mandato conferido democraticamente à gestora.

A representação solicita ainda a apuração da atuação de perfis falsos utilizados para a prática de possíveis crimes cibernéticos. Isso inclui o rastreamento e a identificação dos responsáveis pelas contas envolvidas nas publicações.

Diferença de liberdade de expressão e crime contra Janete Aparecida

A prefeita ressaltou que existe uma diferença clara entre o exercício da liberdade de expressão, direito garantido pela Constituição Federal, e a prática de crimes contra a honra, ameaças e delitos cometidos no ambiente virtual, que devem ser apurados e responsabilizados na forma da lei.

Por isso, o boletim de ocorrência busca separar a crítica legítima a atos de gestão de conteúdos que, de acordo com a representação, extrapolam esse limite ao atacar a honra e a integridade da prefeita com base em sua condição de mulher no exercício do cargo.

O que acontece agora com a investigação em Divinópolis?

Com o boletim registrado, cabe à Polícia Civil apurar os fatos relatados, identificar os responsáveis pelos perfis mencionados na representação e verificar se as condutas se enquadram nos tipos penais de injúria, difamação, ameaça ou violência política de gênero. Enquanto isso, o caso deve seguir em investigação nas próximas semanas.

Portanto, episódios como esse têm se tornado mais frequentes entre mulheres em cargos públicos no Brasil. Mulheres jornalistas, parlamentares e gestoras figuram entre os grupos mais vulneráveis a ataques coordenados nas redes sociais, segundo levantamentos recentes sobre violência digital de gênero.

Prefeita Janete Aparecida no 7º Departamento da Polícia Civil de Divinópolis registrando boletim de ocorrência