O boletim da dengue em Divinópolis divulgado nesta quinta-feira (9) pela Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) aponta 2.023 casos confirmados da doença em 2026, dentro de um total de 4.252 notificações registradas no município. Os dados também mostram 264 hospitalizações provocadas pela dengue ao longo do ano.
De acordo com o levantamento, Divinópolis contabiliza quatro mortes confirmadas pela doença, além de um óbito que ainda está em investigação.
Os dados também mostram número de casos e mortes se mantém estável em relação ao boletim anterior.
Como a dengue evoluiu em Divinópolis ao longo de 2026?
Os boletins divulgados pela Semusa ao longo do ano mostram um crescimento constante da doença na cidade. Em fevereiro, o município registrava 217 notificações e 55 casos confirmados, com um óbito em investigação. Em março, os números saltaram para 530 notificações e 142 confirmações, com a primeira morte já confirmada pela doença.
Na prática, o avanço se intensificou nos meses seguintes: em maio, Divinópolis já somava 2.838 notificações e 1.144 casos confirmados, com três mortes registradas. Por isso, o salto para os atuais 4.252 notificados e 2.023 confirmados reforça a trajetória de aumento sustentado da doença ao longo do primeiro semestre.
Quais bairros foram mais afetados em Divinópolis?
Entre as faixas etárias, a maior concentração de casos está entre pessoas de 20 a 29 anos, com 815 notificações, seguida pelos grupos de 30 a 39 anos (750 casos) e 40 a 49 anos (666 casos).
Também chama atenção o número de casos entre pessoas com 60 anos ou mais, que somam 592 notificações — grupo considerado de maior risco para complicações da doença.
Entre os bairros com mais notificações, o Centro lidera com 287 casos, seguido por São José (190), Catalão (148), Planalto (145) e Belvedere (124). Enquanto isso, Tietê, São Roque, Campina Verde, Afonso Pena, Niterói, Santa Lúcia e Bom Pastor também aparecem entre as regiões com maior incidência.
Como estão classificados os casos confirmados?
Do total de notificações, 1.983 casos foram classificados como dengue comum, enquanto 37 apresentaram sinais de alarme e três evoluíram para dengue grave. Outros 2.057 casos foram descartados e 164 ainda seguem em análise pela equipe de vigilância epidemiológica.
Nos exames laboratoriais, a sorologia registrou 30,27% de resultados positivos, enquanto a pesquisa de antígeno NS1 apontou 44,13% de positividade. Sobretudo, as mulheres seguem representando a maior parte das notificações, com 55,69% dos casos, ante 44,31% entre os homens.
Chikungunya e zika vírus também são monitorados?
Em relação à chikungunya, o boletim aponta 36 notificações, sete casos confirmados e cinco hospitalizações, sem registro de óbitos ou mortes em investigação pela doença. Já sobre o zika vírus, Divinópolis não registrou nenhuma notificação, confirmação, hospitalização ou óbito em 2026.
A Secretaria Municipal de Saúde reforça a importância da eliminação de recipientes que possam acumular água parada, principal medida de combate à proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika.
Quando procurar atendimento médico?
A orientação das autoridades de saúde é que pessoas com sintomas como febre alta, dores no corpo, dor atrás dos olhos e manchas na pele procurem atendimento médico o quanto antes.
A identificação precoce da doença é fundamental para evitar complicações e garantir tratamento adequado, especialmente entre grupos de maior risco, como idosos e pessoas com comorbidades.














