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Jornalista Bruno Azevedo âncora da Rádio Itatiaia usava nome da rádio para aplicar golpe que movimentou R$ 6 milhões em um ano, diz PC

Postado em 23/01/2020 17:27

Jornalista Bruno Azevedo âncora da Rádio Itatiaia Foto Reprodução Twitter

A PCMG (Polícia Civil de Minas Gerais) cumpriu, nesta quinta-feira (23), mandado de busca e apreensão na casa do jornalista Bruno Azevedo, que havia desaparecido em novembro passado. Os policiais encontraram documentos e celulares que contribuíram para as investigações.

Segundo a corporação, algumas pessoas relataram que foram vítimas de golpes aplicados por Azevedo. Entre elas, estão colegas de trabalho e alguns policiais. Bruno trabalhava na rádio Itatiaia e usava os horários comerciais da emissora como justificativa para um esquema de pirâmide financeira.

Para tirar dinheiro de pessoas interessadas em investir, ele dizia que precisava de dinheiro para reservar o horário da rádio e que, quando recebesse, os investidores teriam um retorno.

“O objetivo era procurar um investimento de maior lucratividade e ele dizia que essas pessoas seriam remuneradas com a comissão de vendas dessa propaganda. As vítimas não estavam interessadas na propaganda em si”, afirma o delegado Marlon Pacheco.

Desde o início da polêmica, está afastado do cargo.

Até o momento, oito vítimas estão incluídas no inquérito da polícia, que investiga as movimentações financeiras de Bruno desde 2018. No entanto, a corporação acredita que o esquema já dure há cinco anos, tendo arrecadado cerca de R$ 10 milhões, dos quais R$ 6 milhões em apenas um ano.

Histórico

Bruno Azevedo desapareceu em novembro do ano passado. Os pais do jornalista registraram boletim de ocorrência na época e uma corrente foi formada para encontrá-lo.

Ele apareceu depois de cinco dias, após ligar para a família e dizer que estaria pronto para voltar.

Em novembro, a Itatiaia preferiu não detalhar o desaparecimento do funcionário.

Em nota, a emissora disse que “não trará a público detalhes de cunho particular do ‘suposto desaparecimento voluntário’” do jornalista. Afirmou, ainda, que “garante toda assistência à família, respeitando seu direito de optar pela privacidade”.

A rádio itatiaia ainda não se posicionou.

Se não houver nenhuma alteração no inquérito, Bruno pode responder pelo crime de estelionato e lavagem de dinheiro. A pena pode variar de 1 a 5 anos de prisão.

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