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Após entrega da obra, deputada pressiona governo por liberação do Hospital Regional

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A deputada estadual Lohanna França cobrou publicamente do Governo de Minas Gerais agilidade na assinatura da escritura de doação do Hospital Regional de Divinópolis à Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), etapa considerada decisiva para o início do funcionamento da unidade. Segundo a parlamentar, cada dia de atraso representa prejuízo direto à população, com a falta de leitos, cirurgias, atendimentos e formação de profissionais da saúde.

A manifestação ocorre após a entrega oficial da obra do hospital, realizada nesta terça-feira pelo Governo do Estado, encerrando um período de mais de dez anos de paralisação. Lohanna parabenizou o governador Romeu Zema, além das secretarias de Estado de Saúde e de Infraestrutura, pela conclusão do prédio, mas reforçou que o hospital ainda não está apto a operar. “O prédio está pronto, mas ainda há muitas etapas burocráticas para vencer. Uma das mais importantes é a assinatura da escritura de doação, que permite à universidade assumir formalmente o hospital e iniciar os processos para funcionamento. Ontem, o reitor Marcelo já assinou a documentação. Agora, cabe ao Governo do Estado formalizar essa doação”, destacou.

A deputada alertou que o Executivo estadual tem prazo legal de até 30 dias para assinar a escritura, mas pediu que o processo seja feito com urgência. “Não gasta o prazo todo, governador. O atraso custa vidas. Cada dia sem esse hospital funcionando é um dia a mais sem atendimento digno para a população do Centro-Oeste”, afirmou.

Lohanna também relembrou que é autora da lei que autorizou a doação do hospital à universidade e criticou a demora do governo na sanção da proposta, quando o prazo também foi utilizado até o limite. Para ela, a assinatura rápida da escritura pode marcar positivamente a gestão estadual.

A parlamentar ainda destacou o histórico de mobilização para transformar o Hospital Regional em hospital universitário, citando articulações feitas em 2022, junto ao então prefeito Demetrius, e Laís Soares e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “É um sonho coletivo que começou a ser construído lá atrás e que agora precisa se tornar realidade”, concluiu.