O Paraná mantém dois mil pontos sob observação por conta do El Niño, com risco de alagamentos, inundações ou deslizamentos em todo o estado. A atenção está redobrada pela previsão de um El Niño excepcionalmente forte neste ano, informaram a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros do estado. Além disso, o fenômeno também é monitorado de perto em outras regiões do país, incluindo Minas Gerais. Por isso, confira a seguir o que motivou a medida no Paraná e o que esperar do El Niño em Divinópolis.
Por que o Paraná mantém dois mil pontos sob observação?
- O Paraná mantém dois mil pontos sob observação por risco de alagamentos, inundações e deslizamentos.
- A medida é reforçada pela previsão de um El Niño excepcionalmente forte neste ano.
- O El Niño é o aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico, que altera o regime de chuvas no Brasil.
- Em Minas Gerais e em Divinópolis, o fenômeno tende a provocar calor acima da média e atraso das chuvas, não inundações.
- O oeste de Minas Gerais, onde fica Divinópolis, já registra seca moderada a severa, aumentando o risco de queimadas.
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O que motivou o alerta no Paraná?
Os órgãos participaram nesta terça-feira (28) de uma reunião de alinhamento de ações preventivas para os próximos meses, período que deverá ter uma intensificação do El Niño. O encontro contou com representantes de órgãos técnicos e de planejamento do governo estadual e com representante do Exército Brasileiro. Consequentemente, segundo o Coronel Antonio Geraldo Hiller, comandante geral do Corpo de Bombeiros do Paraná, este El Niño vem com potencial para ser o mais intenso já observado, com possibilidade de ocorrência de desastres.
Hiller destacou a importância de conhecer bem os pontos críticos, como o rio Iguaçu e seus afluentes, que recebem as águas oriundas da região de Curitiba. Portanto, em caso de grandes precipitações, há risco nas várzeas dos rios, com possibilidade de provocar alagamento nas cidades, como o que ocorreu em 2024.
O que é o El Niño e como ele afeta o Brasil?
O El Niño é um fenômeno climático natural, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico, próximo à linha do equador. Sobretudo por essa mudança de temperatura, o fenômeno altera a circulação atmosférica em todo o planeta, provocando efeitos distintos conforme a região do país. No sul do Brasil, ele costuma intensificar as chuvas, como mostra o cenário atual no Paraná. Já no centro-norte do país, o padrão tende a ser o oposto, com chuvas abaixo da média.
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Divinópolis também pode ser afetada pelo El Niño?
Em Minas Gerais, o cenário previsto pelo El Niño é diferente do observado no Paraná. Segundo nota técnica conjunta do INPE, INMET, Funceme e Cemaden, há indicativos de condições mais secas em áreas do Sudeste e do Centro-Oeste durante a primavera, incluindo Minas Gerais, com temperaturas acima da média em praticamente todo o estado. Consequentemente, ao contrário do Paraná, o risco em Divinópolis não é de inundações, mas de atraso no início da estação chuvosa, calor intenso e aumento das queimadas.
O oeste de Minas Gerais, região onde fica Divinópolis, já concentrava, em maio de 2026, condições de seca moderada a severa, segundo o Cemaden. Portanto, embora o tipo de risco seja diferente do enfrentado pelo Paraná, o alerta em Divinópolis também é real: moradores e produtores rurais da região devem se preparar para um período mais seco e quente do que o habitual nos próximos meses.
Como os moradores de áreas de risco devem se preparar?
“Por isso a importância para aqueles que moram em áreas baixas não apenas de ter atenção para os alertas da Defesa Civil, mas também de acompanharem a previsão de chuvas e os avisos pela imprensa, para se anteciparem e se prepararem para a necessidade de buscar abrigo”, explicou o Coronel Ivan Ricardo Fernandes, que coordena a Defesa Civil do Paraná. Ainda assim, a recomendação vale para qualquer região do país: acompanhar os alertas oficiais é a melhor forma de se antecipar aos riscos, sejam eles de chuva excessiva, como no Paraná, ou de estiagem prolongada, como em partes de Minas Gerais.











