O Brasil acordou no dia 09, uma quarta-feira fria e chuvosa em São Paulo, e logo vieram as notícias da partida da cantora Gal Costa e horas depois partia Rolando Boldrin, também cantor, compositor, ator e apresentador. Ambos contribuíram imensamente para nossa cultura, marcaram época e gerações.
Nascida em Salvador, a baiana Maria da Graça Costa Penna Burgos, ex-balconista de uma loja de discos, simplesmente e mundialmente conhecida Gal Costa.
Dona de uma das vozes mais marcantes da história da música do Brasil, a cantora partiu aos 77 anos. Foi um dos ícones da Tropicália, Gal começou a carreira na década de 1960. Sua trajetória ficou marcada por interpretações históricas de músicas como Chuva de Prata, Baby, Divino Maravilhoso, Modinha para Gabriela e Um Dia de Domingo.
Ao longo de sua promissora carreira, Gal Costa lançou mais de 200 discos. Ganhou uma série de prémios, talvez o mais importante seja o “Prêmio Grammy Latino à Excelência Musical” em 2011 pelo conjunto de sua obra, sendo indicada outras quatro vezes pelo “Melhor álbum de MPB”.
Rolando Boldrin, aos 86 anos voou, deixando uma carreira de 60 anos, artista de muitos talentos. Desde criança cantava com o irmão na cidade de São Joaquim da Barra, interior paulista, onde nasceu. Ainda jovem se mudou para São Paulo, onde a carreira deslanchou. O primeiro trabalho na televisão foi na extinta TV Tupi, em 1958.
De lá para cá, se destacou como ator, compositor, cantor e, como gostava de se apresentar, “contador de causos”. Na TV Cultura nos últimos 17 anos, conduziu o programa Sr. Brasil produzido em parceria com o Sesc. O nome da atração não podia ser mais adequado.
No dia 22 de novembro que é o Dia do Músico no Brasil, data escolhida em homenagem à Santa Cecília, considerada pelos católicos a padroeira dos músicos, o coração do pioneiro do rock brasileiro Erasmo Carlos parou de pulsar aos 81 anos bem vividos e cheios de histórias.
Erasmo Esteves se tornou “Erasmo Carlos”, nome artístico em homenagem aos parceiros que estiveram com ele no início da carreira: Roberto Carlos e Carlos Imperial, outros apelidos lhe acompanharam: Tremendão e Gigante Gentil. Autor de mais de 600 músicas e de clássicos como “Sentado à Beira do Caminho”, “Minha Fama de Mau”, “Mulher”, “Quero que tudo vá para o inferno”, “Mesmo que seja eu” e “É proibido fumar”, o artista deixa uma legião imensa de fãs de todas as idades.












