A Prefeitura de Divinópolis anunciou a criação, em caráter de urgência, de uma segunda unidade de acolhimento destinada a adolescentes do sexo feminino. A decisão foi tomada pela prefeita Janete Aparecida após reunião com o responsável pela instituição Casa Maria Paola, que apresentou a atual situação da Casa de Acolhimento para Adolescentes.
Na madrugada de quarta-feira (24), uma adolescente passou a noite no Conselho Tutelar, afirmando que não havia de vaga em serviço de acolhimento institucional.
O serviço enfrenta alta taxa de ocupação e um número de adolescentes superior à capacidade de atendimento, muitas delas com histórico de negligência, abandono familiar e demandas específicas relacionadas à saúde e ao acompanhamento psicossocial.
A medida foi construída de forma conjunta entre a Prefeitura, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, Secretaria de Saúde, os dois Conselhos Tutelares de Divinópolis e a instituição responsável pelo acolhimento e acompanhada pelo vereador Matheus Dias, diante da necessidade de garantir um atendimento mais adequado, humanizado e seguro às adolescentes em situação de vulnerabilidade.
Mudança nos Conselhos Tutelares de Divinópolis
Para viabilizar a implantação da nova unidade, os Conselhos Tutelares passarão a atender, provisoriamente, em espaço único, na Avenida Coronel Júlio Ribeiro Gontijo, nº 312, no bairro Esplanada, enquanto o Município realiza a busca por uma nova sede definitiva para os órgãos.
A reorganização permitirá que a segunda unidade de acolhimento, que inicialmente funcionará em local provisório, comece suas atividades nos próximos dias, ampliando a capacidade de atendimento da rede socioassistencial.
Segundo a prefeita Janete Aparecida, a prioridade da administração municipal é assegurar a proteção integral de crianças e adolescentes.
“Quando se trata da proteção de nossas crianças e adolescentes, agir com rapidez é uma obrigação. Estamos fortalecendo a rede de acolhimento para oferecer um ambiente seguro, digno e preparado para atender essas meninas, garantindo seus direitos e a oportunidade de reconstruir suas histórias”, destacou a prefeita.
Por se tratar de um serviço de proteção previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o endereço da nova unidade não será divulgado, medida necessária para preservar a segurança, a integridade e a privacidade das adolescentes acolhidas.














