Famílias venezuelanas que moram em Divinópolis procuraram a assistência social da cidade informando que perderam familiares no terremoto ocorrido no país vizinho. Mais de 500 pessoas morreram, 3 mil ficaram feridas e centenas de prédios desabaram em várias cidades.
Em contato com a Prefeitura, algumas dessas famílias manifestaram o desejo de retornar ao país de origem. Diante da situação, o Município entra em contato com os órgãos competentes para definir os procedimentos adotados em relação a um eventual processo de repatriação.
A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social acionou o setor de migração do Governo de Minas Gerais e também busca orientações junto ao Governo Federal, responsável pela coordenação das políticas migratórias e pelos procedimentos relacionados à repatriação de estrangeiros.
A Prefeitura reforça que permanece atenta à situação e prestando todo o suporte social cabível às famílias, enquanto aguarda as diretrizes oficiais dos órgãos competentes.
“A assistência social está acolhendo essas famílias e acompanhando cada caso. Também estamos em contato com o Governo do Estado e com o Governo Federal para que possamos seguir o protocolo adequado e oferecer todo o apoio possível neste momento de tanta dor”, destacou a Secretária Municipal de Desenvolvimento Social, Juliana Coelho.
Sobre o terremoto na Venezuela
O número de mortos em decorrência dos dois terremotos que atingiram a Venezuela subiu para 589, segundo balanço atualizado do governo divulgado na quinta-feira (25). O novo relatório também contabiliza 2.980 feridos.
Os tremores ocorreram na noite de quarta-feira (24) e atingiram a região norte do país, onde fica Caracas. Os abalos foram os mais fortes registrados no país em mais de 100 anos, derrubaram prédios e deixaram um rastro de destruição na capital e em cidades vizinhas.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que o balanço ainda é provisório. A Organização das Nações Unidas e o Serviço Geológico dos EUA estimam que o número de vítimas possa ser bem maior, levando em conta a força dos sismos, a falta de infraestrutura e a alta densidade populacional das áreas afetadas.
Rodríguez também anunciou a militarização do estado de La Guaira, uma das regiões mais castigadas. Ainda há cerca de 200 pessoas presas nos escombros e que 250 edifícios foram totalmente destruídos ou sofreram danos.
Equipes de resgate trabalham contra o tempo para encontrar desaparecidos e retirar sobreviventes dos escombros. Moradores das áreas afetadas organizaram grupos de busca, que já registram mais de 24 mil desaparecidos. Relatos e imagens de prédios desabados circulam nas redes sociais.














