Vice-presidente da companhia Daniel Abdo destacou durante
Lithium Business 2026 que medições independentes realizadas em
quatro comunidades vizinhas da operação Grota do Cirilo busca
oferecer transparência para essas comunidades, órgãos reguladores,
investidores e clientes, permitindo que a avaliação do desempenho
ambiental da empresa seja baseada em evidências técnicas.
Modelo operacional da Sigma Lithium está alicerçado na cultura
permanente de segurança operacional, frisou Daniel Abdo
A Sigma Lithium apresentou nesta
terça-feira (7), durante o Lithium
Business 2026, em Salinas (MG), os resultados de 12 meses
consecutivos de monitoramento ambiental independente realizado em
comunidades vizinhas à operação da empresa em Araçuaí e Itinga, no
Vale do Jequitinhonha. As medições de qualidade do ar, ruído e
vibrações permaneceram dentro dos padrões estabelecidos pela
legislação brasileira e por normas técnicas da Associação
Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
Durante apresentação o vice-presidente de Relações Internacionais e
Desenvolvimento de Negócios da companhia, Daniel Abdo, afirmou que
sua particapação no evento é justamente para divulgar os dados
obtidos entre junho de 2025 e maio de 2026, e mostrar que a
operação da empresa é responsável e atende os padrões estabelecidos
pela legislação brasileira.
“Não se trata de uma apresentação sobre intenções futuras.
Trata-se da divulgação de resultados efetivamente medidos. Dados.
Não opiniões”, afirmou Abdo.
O executivo da Sigma Lithium explicou que o programa de
monitoramento foi conduzido durante um ano em quatro comunidades
vizinhas à operação da empresa, com medições executadas por
empresas técnicas independentes e credenciadas.
De acordo com ele, a iniciativa busca oferecer transparência às
comunidades, órgãos reguladores, investidores e clientes,
permitindo que a avaliação do desempenho ambiental seja baseada em
evidências técnicas.
“Estamos disponibilizando medições realizadas de forma
sistemática e comparadas com parâmetros oficiais”, disse.
A confiança é construída quando empresas aceitam medir seu desempenho, divulgar os resultados e permitir que esses resultados sejam avaliados à luz de critérios técnicos conhecidos por todos, afirmou Daniel Abdo.
Qualidade do ar em conformidade com padrões ambientais
Entre os principais resultados apresentados, a Sigma informou
que o monitoramento da qualidade do ar mostra que o limite de
particulado permanece significativamente abaixo dos limites
estabelecidos pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente
(CONAMA).
Segundo a empresa, o monitoramento do Material Particulado Total
(TSP) registrou níveis de até 560% abaixo do limite regulatório. Os
indicadores de partículas inaláveis PM10 e PM2,5
também permaneceram abaixo dos padrões legais durante todo o
período analisado.
De acordo com Abdo, além dos valores absolutos, o comportamento dos
indicadores ao longo dos 12 meses demonstra que não há risco para
comunidades no entorno do empreendimento.
“Não observamos qualquer tendência de aproximação ao limite
regulatório. Não estamos diante de um bom resultado isolado.
Estamos diante de um padrão consistente de desempenho
ambiental,” comentou.
Monitoramento acústico registrou 99% de conformidade
A empresa também apresentou resultados do monitoramento de
ruídos nas comunidades próximas à mina. Segundo a Sigma, foram
realizadas 96 campanhas de medição durante o
período analisado, das quais 95 atenderam aos critérios da norma
ABNT NBR 10.151, representando aproximadamente 99% de
conformidade.
“Transparência significa justamente apresentar o conjunto
completo dos resultados, inclusive quando existe uma ocorrência
isolada”, afirmou Abdo.
Vibrações permaneceram abaixo dos limites técnicos
Em relação às vibrações decorrentes das operações, a empresa
informou que todas as medições realizadas permaneceram abaixo dos
limites estabelecidos pela ABNT NBR 9653.
Segundo Abdo, a convergência dos resultados obtidos nos diferentes
indicadores ambientais reforça a consistência do desempenho
ambiental da operação.
“Quando analisamos conjuntamente qualidade do ar, ruído e
vibrações, percebemos que diferentes metodologias, diferentes
parâmetros e diferentes campanhas convergem para um único
resultado.”
Modelo operacional consistente
Durante a apresentação, o executivo afirmou que os resultados
são consequência de decisões adotadas desde a concepção do projeto
industrial.
Segundo ele, o modelo operacional da Sigma é baseado em cinco
pilares: operação sem barragens de rejeitos, ausência de uso de
água potável no processo industrial, sem uso de produtos químicos
perigosos no beneficiamento, utilização de energia proveniente de
fontes renováveis e cultura permanente de segurança
operacional.
Para Abdo, o monitoramento ambiental serve para comprovar, por meio
de dados, os resultados desse modelo.
“Monitoramento ambiental não é o ponto de partida da
sustentabilidade; é a forma de comprovar, por meio de evidências
objetivas, os resultados de um modelo operacional concebido para
minimizar impactos.”
Transparência é a regra
Ao encerrar a apresentação, o vice-presidente da Sigma defendeu
que a divulgação pública dos dados fortalece a confiança na
atividade da companhia.
Para ele, o aumento das exigências da sociedade em relação ao
desempenho ambiental representa uma oportunidade para que empresas
demonstrem seus resultados por meio de informações
verificáveis.
“A confiança não nasce de campanhas de comunicação. Ela também
não nasce de declarações institucionais. A confiança é construída
quando empresas aceitam medir seu desempenho, divulgar os
resultados e permitir que esses resultados sejam avaliados à luz de
critérios técnicos conhecidos por todos, “afirmou.












