Rascunhos da Vida: A corrente.... - Portal MPA

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Rascunhos da Vida

Rascunhos da Vida: A corrente….

Postado em 03/11/2021 6:00

Algumas das nossas atitudes após um tempo podem nos revestir de orgulho ou de vergonha. Tudo dependerá da aplicação ou finalidade da ação. Eu já fiz coisas que hoje eu tenho vergonha, mas não escondo.

Jó 33.13

Retirado do site: https://www.freeimages.com/pt/photo/rusty-chain-1307782

Mamãe sempre foi muito rígida, papai foi um exemplo de alguém trabalhador e honesto. Na rigidez e rigorosidade de minha mãe ela sempre dizia: “Não brigue na rua! Pois quando você chegar vai apanhar de mim se você bater ou se apanhar”. Eu evitava brigar com qualquer um, mas geralmente não levava desaforo para casa.

Minha casa ficava na praça principal da cidade, do outro lado da rua na contra esquina ficava a casa do “Carambinha” (poucas pessoas eu não lembro o nome, ele é um desses), ele era um menino uns seis anos mais velho que eu. Se eu tinha seis anos ele tinha doze na época. E num determinado momento ele começou a me bater sempre pelas costas.

Em um dado momento da minha vida eu cansei disso, então fui ao quartinho de bagunça do papai e peguei uma corrente de ferro de mais ou menos meio metro que ele deixava pendurada na parede, coloquei dentro da minha cueca e falei comigo mesmo: Se o “Carambinha” me bater, eu vou bater nele também.

Estava brincando na pracinha, naquela época alguém teve a brilhante ideia de cercar toda ela com uma mureta de espinhos (uma cerca viva). Então o dito cujo chegou enquanto eu estava agachado brincando com meus carrinhos e me deu um murro. Eu tirei rapidamente a corrente da cueca e bati nas pernas dele, ele caiu, e eu continuei batendo até ele chegar a sua casa (demorou um pouco, pois ele teve que contornar o muro de espinhos). Andei com a corrente por alguns dias e o menino magrelo nunca mais ele me bateu.

Passado uns dias papai me deu uma bronca e um castigo, não porque eu tinha batido no menino, mas porque ele foi procurar a corrente e ela não estava onde ele costumava deixar. Não podemos esconder tudo de pais que nos amam, quanto mais de Deus.

Jó estava revoltado, ele dizia “Deus não dá atenção às nossas queixas”, Ele não vê nossas mazelas, ele não sabe que estamos em sofrimento. Jó entende mal os propósitos do Senhor, ele não reconhece o afável cuidado de Deus mesmo em situações imprevistas, o amparo do Altíssimo mesmo quando recebemos a punição por nossos atos.

Atos vergonhosos merecem punição. Meu pai me puniu, pois peguei a corrente sem permissão, se eu tivesse revelado o motivo teria apanhado também. Não por que ele não me amasse, mas sim porque o amor de alguém que se importa conosco não nos permite ficar no erro. Um dia todos os nossos atos serão revelados, receberão a devida punição ou repreensão. Aqueles que estão em Cristo não serão condenados, mas serão julgados e galardoados conforme a onisciência do Todo Poderoso Jeová. Pense nisso, e não diga como Jó: “Deus não atenta as nossas queixas”, mas reconheça que Ele cuida de você mesmo sem que você perceba. E que um dia todos nos apresentaremos diante do seu tribunal para prestarmos contas de todos os atos.

Um grande e forte abraço!
Nos eternos laços do amor de Cristo.

Rodrigo Fonseca Andrade
Um servo que usou uma corrente, e foi punido por seus atos e será julgado por todos eles.

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Autor do blog: Rodrigo Andrade

Rodrigo Fonseca Andrade é um microempreendedor, teólogo e professor de línguas clássicas (Grego Koinê e Hebraico Massorético). Casado com Sílvia e pai de João Victor e Isabelle. Com formação em Tecnologia, Meio Ambiente e Teologia. Tem como objetivo principal tornar o conhecimento teológico simples e abrangente. Sendo assim demonstra através de fatos da vida como Deus é soberano e dirige nossa história pessoal. Neste blog você lerá, lembrará e se identificará com muitos dos fatos bíblicos exemplificados de forma simples e objetiva.

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