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Governo adia obrigatoriedade de visitas domiciliares para BPC e Bolsa Família de quem mora sozinho

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Com nova regra Bolsa Família compõe renda para pedido do BPC

O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) alterou as regras de fiscalização do Cadastro Único (CadÚnico) para as chamadas famílias unipessoais. Conforme a Portaria MDS nº 1.199/2026, o governo adia a obrigatoriedade de visitas domiciliares para BPC para quem mora sozinho e recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC) ou o Bolsa Família. A nova data é o dia 1º de julho de 2027.

A mudança traz alívio imediato para milhares de beneficiários, cujos pagamentos corriam o risco de bloqueio devido a gargalos operacionais na assistência social dos municípios.

O que muda na prática?

Anteriormente, as regras estipulavam que a inclusão ou atualização de cadastros unipessoais deveriam ocorrer obrigatoriamente por meio de visita em casa. Assim com o novo entendimento decorrente de um acordo judicial com a Defensoria Pública da União (DPU) e o INSS, o cenário mudou:

  • Atendimento presencial mantido: Até julho de 2027, o cidadão pode fazer a inscrição ou a atualização cadastral diretamente nos postos do CRAS (Centro de Referência de Assistência Social).
  • Fim dos bloqueios automáticos: A ausência de um registro de visita domiciliar não justifica o impedimento da concessão, atualização ou manutenção do BPC e do Bolsa Família durante este período de transição.
  • Exceções ativas: A obrigatoriedade de conferência domiciliar imediata permanece aplicável apenas se houver claros indícios de fraudes ou inconsistências graves de renda na averiguação cadastral.

Resumo das Novas Regras

Situação Cadastral Regra Atual (Até 30/06/2027) Regra Futura (A partir de 01/07/2027)
Atualização do CadÚnico Pode ser feita presencialmente no CRAS. Obrigatório ocorrer via visita domiciliar.
Novos Pedidos de BPC Liberados sem exigência prévia de visita. Dependerão de entrevista presencial no domicílio.
Cruzamento de Dados Focado em flagrar fraudes evidentes. Fiscalização rigorosa de moradia, renda e integrantes.

Por que o governo adiou a medida?

Em resumo a decisão buscou corrigir entraves estruturais enfrentados pelas prefeituras. Um dos problemas dos dados avaliados por entidades como a Confederação Nacional de Municípios (CNM) é o volume de cadastros unipessoais. A capacidade operacional das equipes de assistência social locais era superada por esses cadastros a serem revisados presencialmente. Sem assistentes sociais suficientes para cobrir todas as residências, a exigência rígida estava gerando suspensões injustas. Além disso, foram identificados atrasos generalizados na concessão de direitos fundamentais a idosos e pessoas com deficiência.

Portanto os órgãos federais têm até o final de dezembro de 2026 para mapear o cronograma definitivo de transição e readequar os fluxos de atendimento em todo o país. Especialistas recomendam que, mesmo com o fôlego estendido, os beneficiários mantenham as suas informações de endereço e renda perfeitamente atualizadas de forma voluntária para evitar complicações futuras.