Um incêndio de grandes proporções atingiu aproximadamente 40 hectares de floresta na região central dos Andes colombianos, colocando em risco a cidade de Villa de Leyva, um importante destino turístico que recebe mais de um milhão de visitantes por ano. O fogo, iniciado na tarde do sábado, dia 19, foi visível a partir da praça principal do município, conhecido por suas ruas e construções de pedra preservadas, que atraem turistas de diversas regiões.
A gravidade da situação levou as autoridades a mobilizar uma resposta rápida e coordenada. O presidente do departamento de Boyacá, Abelardo de la Espriella, utilizou suas redes sociais para tranquilizar a população e garantir que o governo está empenhado no combate às chamas. Em sua declaração, ele afirmou: “Villa de Leyva não está sozinha. Vamos mobilizar todas as capacidades do Estado para combater este incêndio e proteger seus habitantes, seu patrimônio e sua riqueza natural.” A mensagem reforça a preocupação com os danos potenciais ao patrimônio cultural e ambiental do município, além do risco à vida dos moradores e turistas presentes na região.
Para conter o avanço do incêndio, o governo de Boyacá enviou duas aeronaves de combate a incêndios, além de contar com o reforço de um helicóptero militar e equipes especializadas de bombeiros vindas de Bogotá, a capital do país. Essas ações fazem parte de uma estratégia coordenada para tentar controlar as chamas o mais rápido possível, dada a extensão do fogo e a dificuldade de acesso a algumas áreas afetadas.
Especialistas em fenômenos atmosféricos e ambientais explicam que, embora incêndios sejam relativamente comuns na estação seca dos Andes durante o período de menor precipitação, o cenário atual é agravado por um dos episódios mais intensos já registrados do fenômeno El Niño na região. Este fenômeno, caracterizado por longos períodos de seca e temperaturas extremas, tem contribuído para a maior vulnerabilidade da vegetação e o aumento da incidência de incêndios florestais na área. A combinação desses fatores ambientais eleva o risco de que o fogo se propague de forma mais rápida e difícil de controlar, aumentando a preocupação das autoridades e especialistas quanto ao impacto na biodiversidade e na economia local.
Até o momento, não há informações sobre vítimas ou danos estruturais graves, mas o esforço de combate ao incêndio permanece intenso. As autoridades continuam monitorando a situação e reforçando as ações de resposta, buscando evitar que o fogo atinja áreas urbanas e o patrimônio cultural de Villa de Leyva. A situação evidencia ainda os efeitos das mudanças climáticas na frequência e intensidade de eventos extremos na região dos Andes colombianos.












