Em “Três Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade”, o médico neurologista austríaco Sigmund Freud ousou desmistificar um dos maiores dogmas de sua época: a ideia de que a infância é um período de pureza angelical e total ausência de desejos.
Ao afirmar que os seres humanos nascem com uma pulsão sexual que se desenvolve desde os primeiros meses de vida, Freud não apenas atraiu a indignação de seus pares, mas inaugurou uma nova era na compreensão do psiquismo humano.
Para compreender a revolução freudiana, é preciso primeiro afastar o significado comum que a palavra “sexualidade” carrega no dia a dia. Para Freud, a sexualidade não se limita à genitalidade ou à reprodução.
Ela foi redefinida como “pulsão” (Libido), uma energia vital que busca o prazer corporal e a descarga de tensões. Significa simplesmente que o bebê busca o prazer de forma difusa em seu próprio corpo, sem focar em um órgão específico ou em um objetivo reprodutivo.
Veja as cinco fases do desenvolvimento:
Fase Oral (0 a 1 ano): O primeiro foco de prazer do bebê é a boca. A amamentação vai além da nutrição; o ato de sugar, morder e explorar objetos com os lábios traz satisfação e segurança emocional.
Fase Anal (1 a 3 anos): A atenção se volta para o controle dos esfíncteres. A criança experimenta o prazer de reter e expelir as fezes, lidando pela primeira vez com regras externas e com o controle sobre o próprio corpo.
Fase Fálica (3 a 5 anos): A zona de gratificação passa a ser os órgãos genitais. É o período das descobertas anatômicas e das perguntas sobre as diferenças entre meninos e meninas.
Período de Latência (5 anos até a puberdade): Uma espécie de trégua. As forças da libido são temporariamente reprimidas e canalizadas para atividades sociais, como os estudos, os esportes e as amizades.
Fase Genital (Puberdade em diante): Com as transformações hormonais, a sexualidade atinge a maturidade. O foco do desejo sai do próprio corpo e se direciona para o outro, consolidando a identidade sexual do adulto.















