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Erros de cálculo no INSS reduzem valor de aposentadorias e prejudicam segurados

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Erros do INSS que diminuem o valor da aposentadoria

Milhares de brasileiros recebem mensalmente um benefício de aposentadoria menor do que o direito real adquirido ao longo de uma vida de trabalho. A pressa na hora de pedir o benefício ou a simples confiança cega no sistema automático do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) são os principais motivos que levam a essa perda financeira. Erros de cálculo no INSS reduzem valor de aposentadorias.

Especialistas previdenciários alertam que o simulador oficial do órgão serve apenas como base e, freqüentemente, ignora variáveis cruciais que aumentariam o valor final do pagamento. O problema central reside nas inconsistências do Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS), o banco de dados que registra todo o histórico laboral do cidadão. Se o CNIS contiver erros, o cálculo automático do INSS também estará errado.

O CNIS frequentemente apresenta siglas ao lado de determinados contratos de trabalho, conhecidas como indicadores. Siglas como PEXT (período extemporâneo) ou AREC-NUM (recolhimento abaixo do valor mínimo) sinalizam que o INSS tem dúvidas sobre aquele período. Se o segurado não apresentar documentos para regularizar essas pendências antes da concessão, o sistema desconsidera os salários recebidos ou até mesmo o tempo total de serviço daquele emprego.

Veja erros de cálculo no INSS que reduzem valor de aposentadorias

Trabalhadores expostos a agentes nocivos à saúde (como ruído excessivo, calor ou produtos químicos) têm direito à contagem de tempo especial. Até a Reforma da Previdência de novembro de 2019, esse tempo trabalhado com insalubridade ou periculosidade podia ser convertido em tempo comum. Em resumo gerava um “bônus” de 40% para homens e 20% para mulheres. A ausência de apresentação do Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP) faz com que o INSS calcule o período como trabalho comum. Essa situação adia a aposentadoria ou reduz a média salarial.

Muitas empresas recolhem o INSS com base em valores inferiores ao que o funcionário realmente recebia, ou deixam de repassar as informações corretas. Quando o sistema do INSS encontra lacunas ou meses sem o valor do salário registrado, ele calcula a contribuição automaticamente com base no salário mínimo da época. Isso puxa a média de todos os salários do trabalhador para baixo.

Como Evitar o Prejuízo

Erros de cálculo no INSS reduzem valor de aposentadorias. Advogados previdenciários recomendam que o trabalhador faça uma auditoria completa do CNIS antes de completar a idade ou o tempo necessário para o pedido. Reunir carteiras de trabalho antigas, contratos de prestação de serviço, contracheques e o documento PPP é essencial para confrontar os dados do sistema e garantir que o cálculo da Renda Mensal Inicial (RMI) reflita a verdadeira jornada de trabalho do cidadão. Caso o benefício já tenha sido concedido com erros, o aposentado tem o prazo de até 10 anos para revisar o valor junto ao INSS ou na Justiça.