
A candidatura de Cleitinho Azevedo ao governo de Minas foi oficializada na noite de sexta-feira (7) pelo Republicanos, após meses de indefinição e de idas e vindas por parte do senador e do Republicanos.
O senador realiza o anúncio oficial na Praça do Santuário, no Centro da cidade para confirmar a decisão.
O presidente nacional do partido, deputado Marcos Pereira, afirmou que o parlamentar finalmente demonstrou estar decidido a disputar o Palácio Tiradentes.
A definição ocorreu após reunião da executiva estadual, que confirmou o apoio a Cleitinho e colocou fim a um impasse que se arrastava desde o início do calendário eleitoral.
O vice na chapa será Luís Eduardo Falcão, ex-prefeito de Patos de Minas, também do Republicanos.
A trajetória até a definição de Cleitinho
A pré-candidatura de Cleitinho foi lançada oficialmente em 2 de março, mas o senador deixou para comunicar a decisão final sobre o cargo que disputaria apenas em abril. Nos meses seguintes, ele negou publicamente qualquer possibilidade de desistência, em discursos no Senado e em vídeos nas redes sociais. Chegou a dizer que decidiria após a Copa do Mundo.
Em 18 de julho, porém, Cleitinho perdeu o irmão mais novo, Matheus Azevedo, vítima de leucemia. A interlocutores, o senador disse que não tinha condições emocionais para fazer campanha e que estava de luto. Uma semana depois, não compareceu à convenção do partido.
Em 29 de julho, o Republicanos emitiu nota afirmando que Cleitinho estava fora da disputa. No mesmo dia, ele convocou uma coletiva na Praça do Santuário, em Divinópolis, para reforçar que era candidato e que tinha um plano de governo.
Em 3 de agosto, Cleitinho anunciou a desistência ao lado do presidente nacional do partido, Marcos Pereira, que disse que a decisão foi tomada “espontaneamente diante do momento difícil” vivido pelo senador. Aos prantos, Cleitinho afirmou que não poderia continuar.
No dia seguinte, porém, durante a convenção nacional do Republicanos em Brasília, ele fez um último apelo para ser confirmado como candidato, dizendo que Deus teria falado com ele por meio do Espírito Santo e que deveria disputar a eleição.
O pedido foi acolhido após negociações entre as executivas estadual e nacional do Republicanos. O presidente da legenda em Minas, Euclydes Pettersen, é favorável a Cleitinho, mas Marcos Pereira relutou pelo veto.
Na sexta-feira (7), porém, o presidente nacional optou pela oficialização.














