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Infarto e AVC no inverno: por que o frio aumenta os riscos cardiovasculares

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Naturopata fala sobre aumento de infarto e AVC no frio

O risco de infarto e AVC pode aumentar em até 30% durante os meses mais frios. O frio provoca vasoconstrição, eleva a pressão arterial e aumenta o esforço do coração. Hábitos saudáveis e atenção aos sintomas reduzem o risco de complicações cardiovasculares. As estatísticas foram apresentadas pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Além disso, o frio desencadeia respostas naturais do organismo que elevam a pressão arterial, aumentam o trabalho do coração e favorecem complicações cardiovasculares, principalmente em pessoas com fatores de risco.

O inverno aumenta a sobrecarga do sistema cardiovascular. A vasoconstrição e o sangue mais viscoso favorecem infarto e AVC. A prevenção inclui aquecimento, vacinação, hidratação e atividade física regular. Quando o organismo é exposto às baixas temperaturas, ocorre a vasoconstrição, processo em que as artérias se contraem para reduzir a perda de calor e preservar a temperatura dos órgãos vitais. Consequentemente, a resistência ao fluxo sanguíneo aumenta e a pressão arterial tende a subir.

Além disso, o coração precisa bombear o sangue com maior intensidade para vencer essa resistência. Como resultado, cresce o consumo de oxigênio pelo músculo cardíaco, fator que pode precipitar eventos cardiovasculares em pessoas predispostas. O frio também modifica a composição do sangue. A produção de proteínas como o fibrinogênio pode aumentar, elevando a viscosidade sanguínea e favorecendo a formação de coágulos.

Portanto, artérias já comprometidas por placas de gordura tornam-se mais suscetíveis à obstrução do fluxo sanguíneo. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, essa combinação entre vasoconstrição, maior esforço cardíaco e alterações na coagulação ajuda a explicar o crescimento dos casos de infarto e AVC durante os períodos mais frios.

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Quais hábitos diminuem os riscos de infarto e AVC no frio?

Além das alterações fisiológicas, mudanças comportamentais contribuem para elevar o risco cardiovascular. Muitas pessoas reduzem a prática de exercícios físicos, ingerem alimentos mais ricos em gordura, sal e calorias e diminuem o consumo diário de água.

Consequentemente, esses fatores dificultam o controle da pressão arterial, do colesterol e da circulação. Infecções respiratórias, como gripe e pneumonia, também merecem atenção. A resposta inflamatória provocada por essas doenças pode desestabilizar placas de gordura existentes nas artérias, aumentando a probabilidade de complicações cardiovasculares em pacientes vulneráveis.

Quais sinais exigem atendimento médico imediato?

Idosos, hipertensos, diabéticos e pessoas com histórico familiar de doenças cardiovasculares devem redobrar os cuidados durante o inverno. Dor ou pressão no peito irradiando para braço, mandíbula ou costas, falta de ar súbita, suor frio, tontura intensa e dificuldade para falar ou movimentar um lado do corpo exigem atendimento médico imediato.

Como reduzir o risco durante os meses frios?

Especialistas recomendam manter o corpo aquecido com roupas adequadas, preservar uma rotina regular de atividades físicas em ambientes protegidos e manter boa hidratação mesmo quando a sensação de sede diminui. Além disso, a vacinação contra a gripe ajuda a reduzir complicações respiratórias que podem afetar o sistema cardiovascular.

Naturopata fala sobre aumento de infarto e AVC no frio