Pular para o conteúdo

Médicos aderem à greve contra reforma do Diviprev em Divinópolis

Image

Médicos aderem à greve contra a reforma do Diviprev em Divinópolis, decisão aprovada nesta quarta-feira (8) em assembleia do Sindicato dos Médicos de Minas Gerais (SinMed-MG). A categoria marcou uma paralisação de advertência de 24 horas para a próxima segunda-feira (13). Além disso, médicos contratados pelo município e profissionais do programa Mais Médicos também podem aderir ao movimento. Por isso, a decisão amplia a crise entre Prefeitura e sindicatos, que já reduz o funcionamento de escolas e postos de saúde desde o início de julho.

O que você precisa saber sobre a greve dos médicos em Divinópolis?

  • O SinMed-MG aprovou parada de 24 horas para a próxima segunda-feira (13).
  • As UPAs manterão pelo menos 30% do funcionamento durante a paralisação.
  • Uma nova assembleia após a segunda-feira pode declarar greve por tempo indeterminado.
  • A Prefeitura registra 1.942 servidores parados, 47,07% do efetivo total.
  • A Semusa tem adesão baixa: apenas 103 dos 1.924 servidores da saúde estão parados.

Acompanhe também: tudo sobre a reforma do Diviprev e a cobertura completa da greve dos servidores.

Por que os médicos decidiram aderir à greve contra o Diviprev?

Os médicos de Divinópolis decidiram entrar na greve da categoria contra a sanção da reforma do Diviprev. Em assembleia realizada pelo SinMed-MG nesta quarta-feira (8), a categoria aprovou uma paralisação de 24 horas marcada para a próxima segunda-feira (13). Segundo o sindicato, médicos contratados pelo município e profissionais do programa Mais Médicos também podem aderir ao movimento.

A mobilização acompanha a crise já instalada entre Prefeitura e servidores desde 3 de julho, quando a Secretaria Municipal de Educação (Semed) iniciou sua paralisação. Consequentemente, o quadro geral do funcionalismo aderiu à greve em 6 de julho, um dia antes da votação da reforma na Câmara Municipal. A prefeita Janete Aparecida (Avante) sancionou a lei nesta semana, com publicação no Diário Oficial dos Municípios Mineiros, plataforma que reúne os atos oficiais dos municípios mineiros filiados à Associação Mineira de Municípios.

Como funciona a paralisação de advertência marcada para segunda-feira (13)?

Segundo o sindicato, a ausência ao trabalho em razão da greve configura falta justificada, por se tratar de um movimento organizado dentro dos trâmites legais. Entretanto, a categoria terá que repor o dia parado posteriormente. O sindicato afirma ainda que seu departamento jurídico permanece atento a eventual retaliação contra os médicos grevistas.

Após a paralisação de advertência, os médicos participarão de uma nova assembleia para avaliar a mobilização. Na prática, esse encontro vai definir os próximos encaminhamentos do movimento, podendo resultar em uma greve por tempo indeterminado. O SinMed-MG também conversou com o presidente do Sintram, Marco Aurélio Gomes, e orientou a categoria a seguir as diretrizes da entidade, reconhecida como representante legítima dos servidores municipais.

Quais serviços de saúde continuam funcionando durante a greve?

Os serviços de urgência e emergência, como as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), manterão pelo menos 30% do funcionamento durante a paralisação dos médicos, segundo o SinMed-MG. Para os demais serviços de saúde, o sindicato informou que a legislação não estabelece percentual mínimo de atendimento, salvo determinação judicial em sentido contrário.

Enquanto isso, dados da Prefeitura mostram que a adesão à greve geral na Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) segue baixa. Dos 1.924 servidores da pasta, apenas 103 estão parados, um contingente bem menor do que o observado na área da Educação.

Veja também: funcionamento dos serviços de saúde em Divinópolis e as últimas notícias do Sintram.

Qual é a adesão real à greve geral dos servidores de Divinópolis?

De acordo com boletim oficial divulgado pela Prefeitura, com base no registro de ponto, dos 2.482 servidores da Semed, 1.833 estão parados. Isso representa 73,85% da categoria, o maior índice de adesão entre as secretarias municipais.

Já na Secretaria de Planejamento, cinco servidores aderiram à greve, e na Secretaria de Operações e Serviços Urbanos (Semsur), apenas um trabalhador está parado. No total, 1.942 servidores da Prefeitura aderiram à paralisação, o equivalente a 47,07% dos 4.125 servidores efetivos em atividade. Portanto, a Educação segue como o principal ponto de pressão sobre a Administração Municipal.

Onde acompanhar as próximas atualizações sobre a greve em Divinópolis?

A situação ainda deve mudar nos próximos dias, já que a nova assembleia dos médicos, marcada para depois da parada de segunda-feira (13), pode ampliar o movimento. Sobretudo por isso, a categoria orienta que pacientes e servidores acompanhem apenas comunicados oficiais do SinMed-MG e da Prefeitura para evitar informações desencontradas sobre o funcionamento das unidades de saúde.

Fique de olho nas próximas assembleias e nos comunicados do SinMed-MG e do Sintram sobre os rumos da paralisação em Divinópolis.

Médicos aderem à greve contra a reforma do Diviprev em Divinópolis
O presidente do Sintram, Marco Aurélio Gomes, está em contato permanenete com o Sindicato dos Médicos (Foto: Gean Ferreira/Sintram)