O Terminal Rodoviário de Divinópolis nem sempre funcionou na entrada da cidade. Para quem transita diariamente pela Avenida JK, parece natural encontrar os ônibus intermunicipais e estaduais no Terminal Joaquim Martins Lara. No entanto, a trajetória desse equipamento público carrega transformações urbanas marcantes desde a década de 1960. A mudança de endereço, ocorrida em 1996, representou um divisor de águas na organização do transporte local e no reaproveitamento de prédios históricos no coração do município.
Como funcionava a antiga rodoviária no Centro da cidade?
Em 1962, Divinópolis construiu sua primeira estação rodoviária na Praça Pedro X. Gontijo, no mesmo terreno que abrigava a antiga Praça da Estação. Segundo registros do projeto Colorindo a História de Divinópolis, a intervenção alterou o desenho original do local, que até então contava com coreto, jardins e bancos de convivência. Pouco tempo depois, o próprio poder público integrou a administração municipal ao espaço: o andar superior do prédio passou a abrigar a sede da Prefeitura de Divinópolis, mantendo os guichês e o embarque de passageiros no pavimento térreo.
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O que marcou a transferência para a Avenida JK em 1996?
A substituição do terminal central ocorreu formalmente em março de 1996. Naquele ano, a Câmara Municipal autorizou a concessão do novo Terminal Rodoviário Joaquim Martins Lara, enquanto o Decreto nº 2.610 regulamentou o seu funcionamento na Avenida JK. Embora documentos oficiais da época registrem a cronologia da mudança sem apresentar uma justificativa detalhada em ata, o contexto histórico reflete a expansão da cidade ao longo das décadas. Para consultar acervos e atos normativos da época, visite o portal da Câmara Municipal de Divinópolis. Na prática, a nova estrutura foi projetada com cerca de 3 mil m² de área construída e 16 plataformas operacionais, oferecendo uma instalação desenhada especificamente para o fluxo rodoviário.
Quais serviços ocuparam o antigo prédio do Centro?
A desativação do embarque de passageiros na Praça Pedro X. Gontijo não significou o fim do imóvel. Pelo contrário, o prédio continuou integrado à prestação de serviços públicos para a população divinopolitana. Abaixo, confira a cronologia de reutilização do espaço:
- 1962: Construção da rodoviária e instalação da Prefeitura no andar superior.
- 1996: Inauguração do Terminal Joaquim Martins Lara na Avenida JK e desativação do ponto central.
- 2000: Reforma estrutural do imóvel para a instalação do Pronto-Socorro Regional em junho.
- Anos Recentes: O prédio passou a abrigar a base do SAMU e a sede do Serviço Municipal do Luto.
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Como a história se conecta aos debates atuais da cidade?
Por fim, a trajetória da rodoviária revela que a readequação de imóveis públicos é um processo contínuo em Divinópolis. Trinta anos após a inauguração do terminal na Avenida JK, o espaço volta ao centro dos debates urbanísticos com a proposta de construção da sede da Empresa Municipal de Obras Públicas (EMOP) em parte do terreno atual, mantendo o estacionamento público. Sobretudo, compreender como os prédios da cidade se adaptaram ao longo das décadas ajuda a contextualizar as novas propostas de ocupação do solo urbano.
















