O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (1º) que está acompanhando “muito de perto” as eleições no Brasil. Durante conversa com jornalistas na Casa Branca, ele também classificou o pleito brasileiro como “muito importante”, mas não declarou apoio a nenhum candidato.
“O Brasil é um país muito importante. É um ótimo país. As pessoas do Brasil são fantásticas. É uma eleição muito importante”, declarou Trump.
A manifestação ocorre a poucos dias do primeiro turno das eleições brasileiras, marcado para domingo, 4 de outubro.
Trump não cita candidatos brasileiros
Durante a declaração, Trump não mencionou os nomes dos candidatos à Presidência nem indicou preferência na disputa.
Parlamentares dos EUA cobram posição sobre eleições brasileiras
A declaração ocorre em meio a manifestações de congressistas norte-americanos sobre a relação do governo Trump com o processo eleitoral brasileiro.
Na semana passada, parlamentares enviaram uma carta ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, expressando preocupação com possíveis tentativas de interferência na democracia brasileira.
Nesta semana, senadores norte-americanos também encaminharam um documento cobrando garantias de que Washington reconhecerá o resultado das eleições no Brasil.
Na carta, os parlamentares afirmaram observar ações do governo dos Estados Unidos que, na avaliação deles, poderiam prejudicar a relação estratégica entre os dois países.
Entre os pontos citados estão a nomeação de Darren Beattie como assessor sênior para assuntos relacionados ao Brasil no Departamento de Estado e a aplicação de tarifas adicionais sobre produtos brasileiros.
As alegações de interferência são atribuídas aos parlamentares que assinaram os documentos. O governo norte-americano, por sua vez, já declarou que respeitará o resultado de uma eleição brasileira considerada livre e justa e negou ter um plano para impedir a reeleição de Lula.
Brasil busca articulação internacional
Em meio às tensões diplomáticas, o governo brasileiro tem buscado ampliar o diálogo com países da Europa e da Ásia e acompanhar movimentações estrangeiras relacionadas ao processo eleitoral.
Entre as iniciativas mencionadas estão a articulação diplomática, o monitoramento de lobbies estrangeiros e ações para combater informações falsas sobre fraude eleitoral.














