A primeira reunião entre a Prefeitura de Divinópolis os representantes dos servidores municipais, para abrir as negociações salariais, terminou longe de um acordo. A vice-prefeita Janete Aparecida da Silva (PSC) foi a porta voz do executivo na reunião. Não houve nenhuma proposta concreta.
Sem contraproposta o poder executivo considera a revisão de 12% inviável e que não há possibilidade de alteração na data base de março para janeiro, conforme reivindica a categoria. A mudança na data base consta do termo de compromisso assinado pelo prefeito Gleidson Azevedo com o Sintram em 2020. Mesmo com esse compromisso registrado em cartório, a vice-prefeita deixou claro que a data base será mantida para março.
Sobre a realização de concurso público para esse ano, mais uma vez os representantes do Executivo não ofereceram nenhuma posição definitiva. A vice-prefeita disse que o assunto está em “tratativa” dentro do Executivo, enquanto o secretário de Administração, Thiago Nunes disse que “a expectativa é realizar o concurso ainda esse ano”. O auxílio alimentação, segundo Janete Aparecida, terá reajuste de R$ 1, subindo dos atuais R$ 9 para R$ 10. A reivindicação da categoria é que o benefício chegue a R$ 20. Esse é o valor que será pago a partir desse ano aos servidores municipais de Carmo do Cajuru.
De concreto mesmo da reunião de ontem, a vice-prefeita assegurou a revisão salarial de 6,33%, que foi o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado em 2022, medido pela Fundação Ipead, de 6,33%. Os servidores reivindicam 12%, para garantir ganho real de 5,67%. Segundo a vice-prefeita, o índice reivindicado para garantir o ganho real será objeto de estudo pela Secretaria de Fazenda, Controladoria Geral do Município e Procuradoria. Longe de um acordo, Janete Aparecida disse que apresentará as reivindicações ao prefeito e as contrapropostas do executivo serão encaminhadas por escrito aos sindicatos, para deliberação dos servidores em assembleia.
O presidente do Sintram, Marco Aurélio Gomes, disse que os sindicatos e a Comissão de Negociação representam todos os servidores e que um eventual acordo só será fechado após aprovação da categoria. “Infelizmente percebemos que não há boa vontade política do Executivo em atender as reivindicações dos servidores. Não tivemos nenhum posicionamento definitivo, a não ser a recomposição de 6,33%. O Sintram representa os servidores e qualquer decisão somente será tomada após a categoria aprovar, ou não, em assembleia. Nossas reivindicações continuam mantidas, pois essa foi a pauta aprovada pela assembleia”, declarou o presidente.
Professores
Sobre o piso salarial para os professores da rede municipal de ensino, mais uma vez a vice-prefeita foi escorregadia, não dando nenhuma informação segura ao Sintemmd. Disse que o assunto está sendo estudado pela administração, que pretende conceder o piso para toda a categoria.
Aposentados
Os aposentados e pensionistas foram representados na reunião por Lourdes Lopes, que integra a Associação representativa dos inativos. Ela foi informada que os proventos serão revisados em 6,33% a partir de 1º de março, conforme entendimento firmado entre o Executivo a o Instituto de Previdência dos Servidores Municipais.















