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Comércio deve abrir 130 mil vagas temporárias no fim de 2026

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O comércio deve abrir 130 mil vagas temporárias e efetivas no fim de 2026, entre o varejo e o setor de serviços, segundo pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil, em parceria com a OfferWise. O número representa um acréscimo de 12 mil postos em relação ao levantamento do ano passado.

De acordo com o estudo, 36% das empresas brasileiras já contrataram ou pretendem contratar funcionários para o período, sejam eles temporários, informais, efetivos ou terceirizados. A maior parte dos empresários (57%) pretende manter o quadro como está, enquanto 26% planejam ampliar a equipe e apenas 3% cogitam reduzi-la.

Quantas vagas o comércio deve abrir no fim de 2026? Resumo em 30 segundos

  • Pesquisa estima 130 mil vagas temporárias e efetivas no fim de 2026.
  • Número representa alta de 12 mil postos em relação ao ano anterior.
  • Vendedor segue como a função mais demandada, com 23% das vagas.
  • Remuneração média cai para R$ 1.805, queda de R$ 138 frente a 2025.
  • Novembro concentra o maior volume de contratações, com 24% do total.

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Por que as empresas pretendem contratar neste fim de ano?

Suprir o aumento típico de demanda do período é o principal motivo para contratar, citado por 59% dos empresários entrevistados. Já entre quem não pretende reforçar o time, a razão mais comum é não acreditar que o movimento de vendas será suficiente para justificar novas contratações, apontada por 41% dos entrevistados.

Consequentemente, o levantamento mostra um mercado de trabalho sazonal dividido entre otimismo moderado e cautela, refletindo diferenças regionais e de porte entre as empresas consultadas.

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Como estão distribuídas as vagas entre CLT, PJ e informais?

As vagas com carteira assinada (CLT) seguem à frente, respondendo por 50% das contratações previstas, seguidas pelas informais, sem carteira assinada, que somam 43%. A modalidade Pessoa Jurídica (PJ) já responde por 24% das vagas, e as terceirizadas, por 11%.

Na prática, 39% das contratações serão por tempo indeterminado, enquanto metade das empresas (50%) inclui vagas temporárias especificamente para o fim de ano. A média é de 1,52 profissional temporário por empresa, com duração média de contrato de 2,4 meses.

Qual é o perfil dos profissionais contratados?

A idade média dos contratados é de 26 anos, concentrada na faixa de 25 a 34 anos. Quanto ao gênero, 38% das empresas não têm preferência na contratação, enquanto 33% buscam mulheres e 28% buscam homens. Sobretudo, a inclusão de pessoas com deficiência segue como pauta secundária: apenas 11% das empresas planejam vagas destinadas a esse público.

Vendedor segue como a função mais demandada, respondendo por 23% das vagas, seguida por ajudante (22%), entregador (10%), manicure (10%), caixa (9%) e recepcionista (9%). O avanço de cargos ligados a entrega e apoio operacional acompanha a migração das vendas para canais digitais, que dependem de logística própria.

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Como ficam salários e benefícios neste fim de ano?

A remuneração média das vagas é de R$ 1.805, uma queda de R$ 138 frente a 2025, e a carga horária também recuou, de 7,75 para 7,54 horas diárias. Em contrapartida, 71% das empresas já oferecem algum benefício, sinal de que o corte no salário direto vem acompanhado de compensação por outra via.

Os principais benefícios oferecidos são vale-transporte (47%), vale-alimentação ou refeição (44%), transporte fornecido pela própria empresa (28%) e participação nos lucros ou comissões sobre vendas (23%). Consequentemente, chama atenção a queda do vale-transporte frente a 2025, enquanto o transporte fornecido pela própria empresa ganhou espaço entre os benefícios oferecidos.

O que dizem CNDL e SPC Brasil sobre o cenário?

Para o presidente da CNDL, José César da Costa, a expectativa positiva dos empresários evidencia a resiliência do setor produtivo. “Essas vagas temporárias representam uma verdadeira vitrine de talentos, servindo como uma importante porta de entrada para que muitos profissionais conquistem a estabilidade”, avalia.

Já o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Júnior, destaca o papel histórico do setor na absorção de mão de obra. “O varejo e os serviços se consolidam mais uma vez como os maiores empregadores do país, funcionando como uma verdadeira porta de entrada para quem busca a primeira oportunidade”, destaca.

Quando começam as contratações e qual o perfil das empresas pesquisadas?

Novembro concentra o maior volume de contratações, com 24% do total, à frente de setembro (18%) e outubro (17%). Por isso, quem busca uma vaga temporária deve intensificar a procura já nas próximas semanas, antes do pico de contratações do mês seguinte.

O levantamento ouviu 510 empresários de todo o país, com margem de erro de 4,3 pontos percentuais e 95% de confiança, entre 24 de junho e 24 de julho de 2026. Do total, 46% das empresas estão concentradas na região Sudeste, sendo 26% apenas em São Paulo, e 70% estão localizadas no interior, ante 30% nas capitais.

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