Os confrontos entre Cruzeiro e Atlético, previstos para as quartas de final da Copa do Brasil de 2026, prometem movimentar significativamente a economia de Belo Horizonte e Região Metropolitana. Os dois times mineiros irão se enfrentar nos dias 25 de agosto e 1º de setembro, com o primeiro jogo realizado no Estádio Mineirão e o segundo na Arena MRV. Além da expectativa de agitação nas ruas e entre os torcedores, esses encontros têm potencial para gerar um impacto financeiro considerável na cidade e na região.
De acordo com uma projeção conduzida pela Fundação IPEAD, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e especializada em análises de impacto socioeconômico, a realização desses dois jogos pode movimentar até R$ 44 milhões na economia local. O estudo leva em conta diversos setores que serão beneficiados pelo evento esportivo, incluindo alimentação, transporte, hotelaria, comércio de produtos licenciados e arrecadação de bilheteria. Essa estimativa reflete o potencial de geração de renda e circulação de recursos durante o período de realização dos confrontos.
O economista Renato Mogiz, superintendente geral do IPEAD, destaca a importância desses clássicos para a economia de Belo Horizonte. Segundo ele, o impacto financeiro não se limita aos dias de jogo, pois a movimentação de torcedores e visitantes pode gerar efeitos em cadeia que beneficiam múltiplos segmentos econômicos da cidade. Mogiz explica que o setor de alimentação, especialmente bares e restaurantes, tende a registrar aumento na demanda, assim como o transporte, a hotelaria e o comércio de produtos licenciados, que incluem camisas, bonés e outros artigos relacionados às equipes.
Ainda conforme o especialista, o impacto econômico poderia ser ainda maior se os dois times se enfrentassem em fases mais avançadas da Copa do Brasil, como semifinais ou finais. Essas etapas costumam atrair maior público e gerar maior circulação de dinheiro, potencializando os efeitos positivos na economia local. Para Mogiz, a cifra de R$ 44 milhões evidencia a força de grandes eventos esportivos como um produto de alto impacto socioeconômico, especialmente quando envolvem clássicos regionais de grande tradição.
A realização desses jogos, além de representar uma oportunidade de fortalecimento da cultura esportiva na cidade, revela também a importância do futebol como vetor de desenvolvimento econômico. O impacto projetado demonstra como eventos esportivos de grande porte podem contribuir para a geração de renda, emprego e movimentação de recursos em uma cidade que vive do futebol e do turismo esportivo. Assim, a expectativa é de que, além do espetáculo dentro de campo, os clássicos entre Cruzeiro e Atlético tragam benefícios palpáveis para a economia de Belo Horizonte e região, reforçando a relevância do esporte na dinâmica socioeconômica local.
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