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Grupo suspeito de amputar devedores é alvo de operação em Capitólio; 10 são presos

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Operação contra grupo violento bloqueia R$ 22 milhões e chega a Capitólio agiotas

Grupo suspeito de amputar devedores é alvo de operação em Capitólio; 10 são presos

Dez pessoas foram presas durante a Operação Gargântua, deflagrada pela Polícia Civil de Minas Gerais contra uma organização criminosa investigada por agiotagem, extorsão e tortura. Entre os municípios apontados como área de atuação do grupo está Capitólio, no Sul de Minas.

A operação foi realizada na quinta-feira (20) e também cumpriu medidas em Belo Horizonte, Contagem, Vespasiano e São José da Lapa, na Região Metropolitana da capital. Conforme a Polícia Civil, São José da Lapa seria uma das principais bases operacionais do esquema.

Entre os dez presos estão três mulheres. Outro investigado ainda era considerado foragido. Mais de 80 policiais civis participaram da ação, coordenada pelo Departamento Estadual de Operações Especiais (Deoesp), com apoio de outras unidades especializadas.

Empréstimos, ameaças e tortura

Segundo a investigação, o grupo abordava possíveis clientes, distribuía cartões de visita e oferecia empréstimos rápidos, inclusive de porta em porta. Depois da liberação do dinheiro, seriam cobrados juros abusivos.

Quando os devedores não conseguiam realizar os pagamentos, os suspeitos passariam a empregar ameaças e violência física e psicológica. Familiares das vítimas também seriam utilizados como forma de pressão.

Em alguns episódios considerados de extrema violência, integrantes da organização teriam amputado membros de devedores. As agressões seriam filmadas e compartilhadas para intimidar outras pessoas que possuíam dívidas com o grupo.

A polícia também encontrou máscaras e roupas semelhantes a uniformes do Exército. De acordo com as investigações, os materiais eram utilizados durante invasões a residências e sessões de tortura para aumentar a intimidação das vítimas.

Até o momento, pelo menos 30 vítimas foram identificadas.

R$ 22 milhões bloqueados

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam aproximadamente R$ 170 mil em dinheiro, três armas de fogo, simulacros, mais de 90 munições, joias, relógios e uma máquina de contar cédulas.

Também foram recolhidos documentos e um caderno contendo nomes de vítimas e valores supostamente relacionados às dívidas. Duas lanchas e nove veículos, entre carros e motocicletas, foram apreendidos.

A Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 22 milhões em bens e valores vinculados aos investigados e a empresas que, segundo a apuração, poderiam estar sendo utilizadas para ocultar patrimônio e lavar dinheiro.

Além de agiotagem, extorsão e tortura, a Polícia Civil apura possíveis crimes de homicídio, associação para o tráfico de drogas, posse e porte ilegal de armas, organização criminosa e lavagem de dinheiro. A investigação continua. Informações da Operação Gargântua