
O mundo registrou um aumento pontual no número de terremotos de maior magnitude entre 24 de fevereiro e 24 de agosto de 2026. Segundo dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos, o USGS, foram contabilizados 76 terremotos de magnitude 6 ou superior, contra 67 nos seis meses anteriores.
O crescimento foi de aproximadamente 13,4% nessa faixa de intensidade.
Entre os terremotos de magnitude 7 ou superior, a quantidade passou de sete para dez ocorrências. Isso representa um aumento percentual de 42,9%, embora a comparação envolva números absolutos relativamente pequenos.
Os terremotos de magnitude 5 ou superior também apresentaram leve crescimento: foram 1.026 ocorrências nos últimos seis meses, ante 993 no período imediatamente anterior — alta de aproximadamente 3,3%.
| Magnitude | Últimos 6 meses | 6 meses anteriores | Variação |
|---|---|---|---|
| 5 ou superior | 1.026 | 993 | +3,3% |
| 6 ou superior | 76 | 67 | +13,4% |
| 7 ou superior | 10 | 7 | +42,9% |
Total de terremotos permaneceu estável
Apesar do crescimento entre os tremores mais fortes, o volume geral de terremotos relevantes não aumentou. Considerando os eventos de magnitude 4,5 ou superior, foram registradas 3.852 ocorrências, contra 3.915 nos seis meses anteriores — uma pequena redução de 1,6%.
Isso indica que o fenômeno observado está concentrado nas faixas de maior magnitude, e não representa uma elevação generalizada da atividade sísmica mundial.
Outro dado importante é a comparação anual. Entre 24 de fevereiro e 24 de agosto de 2025, o planeta registrou 4.526 terremotos de magnitude 4,5 ou superior. No mesmo intervalo de 2026, foram 3.852, uma redução de aproximadamente 14,9%.
Crescimento exige acompanhamento, mas não significa tendência
O aumento dos terremotos mais fortes merece acompanhamento, principalmente por causa do potencial de destruição, formação de tsunamis e impactos sobre regiões densamente povoadas. Entretanto, os dados de apenas seis meses não são suficientes para confirmar uma tendência permanente.
O próprio USGS explica que aumentos e reduções temporárias fazem parte das oscilações naturais da atividade sísmica. Grandes terremotos também podem ser acompanhados por numerosas réplicas, elevando momentaneamente as estatísticas.
Portanto, a conclusão mais precisa é que o mundo registrou um aumento pontual nos terremotos de maior magnitude nos últimos seis meses, mas não houve crescimento do número total de ocorrências sísmicas relevantes.
Fontes: Catálogo de terremotos do USGS, documentação do ComCat e análise do USGS sobre oscilações da atividade sísmica.











