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Peixe raro passa a custar mais do uma Ferrari e vira peça cobiçada de aquários milionários

Postado em 08/02/2021 7:40

A2zphotography/Wikimedia Commons

Há algo que liga traficantes dos Estados Unidos, chefões da Yakuza, colecionadores europeus e ricaços chineses: a cobiça por um peixe de estimação extremamente caro, que pode custar mais que uma Ferrari.

Mais que sua beleza, o aruanã-dourado se tornou um símbolo de status entre pessoas do mundo inteiro. O animal é considerado em risco de extinção e totalmente proibido nos Estados Unidos. No país, não é permitido comprar, vender, transportar e, na grande maioria dos casos, possuir um exemplar da espécie.

Mas em outros países seu comércio é liberado, e movimenta um mercado de mais de R$ 1 bilhão ao ano. Mas como um peixinho que vive em áreas pantanosas se tornou tão valioso e cobiçado? Quem começou essa moda? Que país controla esse mercado tão valioso?

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Dos pãntanos para os aquários de milionários. Tudo começou em 1975. Antes desse ano fatídico, o aruanã era um peixe qualquer, comum no Sudeste Asiático e razoavelmente apreciado na Malásia. Ninguém o queria no aquário ou tampouco pagava montes de dinheiro para ter um em casa.

Naquele ano o aruanã foi declarado ameaçado de extinção, uma vez que as áreas úmidas da região onde ele era abundante começaram a desaparecer. Pântanos e outros ecossistemas encharcados foram aterradas ou se tornaram partes de cidades.

Essas mudanças diminuíram muito a quantidade de exemplares existentes. Mas o tratado que impedia a comercialização dele, chamado CITES (ou Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Silvestres Ameaçadas de Extinção, em português), causou um efeito um tanto inverso.

“O tratado realmente transformou o peixe neste bem de luxo de edição limitada”, afirmou Emily Voigt, autora de um livro sobre o assunto (The Dragon Behind the Glass), em entrevista ao site The Hustle.

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