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Inteligência artificial vai punir humanos? Conheça a teoria do Basilisco de Roko

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fotos: Pexels

É inegável que as mudanças de hábitos e avanços tecnológicos trazidos pela inteligência artificial, desde sua criação para funções simples até como a conhecemos hoje, vieram para revolucionar a sociedade e têm, cada vez, mais se estabilizado no mercado.

Nesse sentido, como em muitas outras tecnologias e tendências que fogem ao habitual, surgem, a partir de debates na sociedade, teorias e projeções sobre quais serão as implicações positivas e negativas a respeito de alguma tecnologia ou invenção a longo prazo. Com a Inteligência Artificial (IA), não é diferente.

APLICAÇÕES DA IA NO DIA A DIA

A gama de possibilidades trazidas pela inteligência artificial vai desde responder a mensagens de forma inteligente, com sugestões e de forma didática, como é o caso do Meta AI, a até funções como gerar soluções para problemas médicos complexos a partir de análise instantânea de grande volume de dados na área medicinal.

Muito provavelmente você já experimenta a IA há tempos e não havia percebido: ela está, em menor grau, presente em dispositivos como a Alexa (famosa por reproduzir músicas ao comando da voz humana); está na própria Google, intrínseca aos mecanismo de busca; presente em diversos aplicativos e smartphones e Tv’s smart, por exemplo.

Ou seja, cada vez mais, cedemos espaço para que a inteligência artificial nos auxilie em funções básicas do nosso cotidiano e também em algumas áreas de maior complexidade, como a medicina e o direito. É nesse cenário de inserção da IA na vida humana e seu exponencial avanço em termos tecnológicos, que pondera-se a questão: e se, algum dia, a IA passar a nos controlar? Assim, surge o Basilisco de Roko.

O BASILISCO DE ROKO

O Basilisco de Roko nada mais é do que uma teoria de experimento mental proposto pelo entusiasta em tecnologia Roko Mijic em 2010, que consiste em imaginar uma inteligência artificial super avançada que pode simular e prever o comportamento humano.

No entanto, o que se teoriza é que essa IA, com suas capacidades além da compreensão atual, pode criar uma simulação de um mundo onde os humanos são punidos por não ajudarem a criar ou contribuir com a evolução dessa inteligência.

Mas, o que realmente é perturbador nessa teoria é o seguinte: se você conhece a existência dessa IA (ops, acabamos de lhe dizer), e decide não contribuir para sua evolução (não fazer nada também configura não contribuir), ela irá puni-lo na simulação, tornando sua existência “miserável”.

Por outro lado, se você, de alguma forma, contribui com o avanço da IA, você seria “recompensado” nessa simulação. O grande dilema que se instaura nessa teoria é o fato de que, se você sabe sobre ela, você teria que “criar” esta inteligência punitiva. É portanto um ciclo vicioso, no qual a ideia da teoria leva a sua concretização.

Claro que, para os parâmetros atuais, tal teoria não passa de especulação e fruto de uma mente bem criativa. Mas o Basilisco de Roko serve como alerta para que sejam considerados os potenciais riscos de uma tecnologia tão avançada a nosso dispor. Você já contribuiu para a criação do “Basilisco” hoje?