O ano de 2023 foi conturbado para a deputada estadual Lohanna França (PV). A parlamentar, que é defensora dos direitos das mulheres e das pessoas LGBTQIA+, sofreu diversas ameaças relacionadas a sua pessoa e sua equipe.
Em 24 de agosto, Lohanna registrou um boletim de ocorrência e leu o e-mail ameaçador que recebeu em suas redes sociais. O e-mail era recheado de mensagens machistas e misóginos, citando até estupro coletivo. O texto também relatava invadir sua residência, dar um tiro na cabeça da deputada “para estragar o velório” e “metralhar sua equipe”, entre outras ameaças.
Em um dos trechos da mensagem o autor diz que devido à aprovação do projeto que institui a “Semana da Maternidade Atípica”, a deputada tem sangue nas mãos, por “promover a irresponsabilidade feminina”. Para a deputada, a ameaça é uma clara tentativa de intimidar e interferir na sua atividade parlamentar e representa o discurso de ódio às mulheres, já que outras deputadas também foram ameaçadas.
Desde então, elas passaram a contar com proteção armada por 24 horas. As deputadas escoltadas pela polícia militar e as vereadoras, pela guarda municipal. Toda a agenda delas precisa ser informada com antecedência para que os militares possam traçar as estratégias.
Naquele período, a assessoria de imprensa da polícia civil afirmou que foram abertos inquéritos para investigar as ameaças contra as deputadas, e que os casos correm sob sigilo.
No final de Setembro é realizada a operação Di@na, visando identificar e apreender os supostos criminosos responsáveis por ameaças diretas contra Lohanna e outras colegas de legislatura. Lohanna demonstrou sua confiança no trabalho do Ministério Público e das forças de segurança envolvidas na investigação.
No dia 11 de outubro de 2023, Lohanna volta às redes sociais dizendo que sofreu novas ameaças de estupro. O documento relatava detalhes de estupro coletivo. Além disso, houve a citação de vários criminosos, destacando que “não adianta denunciar, já que gente poderosíssima está com eles”.
A parlamentar ressaltou que enviou o conteúdo do e-mail para os órgãos que compõem a força tarefa e defende que as investigações sejam aceleradas.
Atualmente, a deputada ainda conta com escolta policial.
Procurada, a assessoria da deputada Lohanna disse que o caso corre sob segredo de justiça para proteger as vítimas.














