A Polícia Civil concluiu e enviou à Justiça o inquérito que apura a morte de Rute Maria dos Santos, de 38 anos, encontrada sem vida no dia 11 de outubro, em Lagoa da Prata. O principal suspeito é o marido da vítima, que teria a asfixiado com um golpe de “gravata” durante uma discussão dentro do carro.
O crime gerou grande comoção na cidade, especialmente pela brutalidade envolvida: após cometer o ato, o suspeito abandonou o corpo de Rute na porta da residência e fugiu.
Indiciamento por Feminicídio Majorado
Em contato na manhã desta quarta-feira (30), com a Polícia Civil, a Polícia disse que o homem foi indiciado por feminicídio majorado, um agravante aplicado quando a vítima deixa filhos menores de idade e por aborto provocado sem o consentimento da gestante. Ainda segundo as investigações, o crime teria sido motivado por ciúmes, pois, em depoimento, o acusado relatou que a esposa teria confessado um relacionamento extraconjugal — informação que ainda está sob apuração.
Investigação sobre Aborto e Análise de Telefones
Outro ponto investigado é que, dias antes do crime, Rute teria sofrido um aborto. A Justiça autorizou a perícia dos dados dos celulares do autor e da vítima para esclarecer a motivação do crime e, sobretudo, verificar se o aborto foi espontâneo ou provocado, com ou sem o consentimento da mulher.
Penas
Se condenado por feminicídio, o suspeito poderá pegar uma pena mínima de 20 anos de prisão. Além disso, caso seja comprovado que o aborto foi provocado ilegalmente, ele poderá responder também por esse crime, cuja pena varia entre 3 e 10 anos de reclusão.
Relembre o caso:














