A vacinação agora bate à porta dos cajuruenses. Com o objetivo de ampliar a cobertura vacinal e alcançar a meta de 95% estabelecida pelo Ministério da Saúde, a Prefeitura de Carmo do Cajuru, por meio da Secretaria de Saúde, lançou o projeto “De Porta em Porta, de Braço em Braço”, uma força-tarefa que mobiliza profissionais das Unidades de Saúde da Família (USF) e Agentes Comunitários de Saúde (ACS) em visitas domiciliares por todo o município.
A iniciativa surge como resposta à queda nos índices de vacinação observada em todo o país. Em Carmo do Cajuru, imunizantes importantes do calendário nacional, como BCG, Hepatite B, Poliomielite e Meningite, ainda apresentam cobertura abaixo do recomendado. Para reverter esse cenário, o município utilizará uma importante vantagem estratégica: a cobertura de 100% do território por agentes comunitários de saúde, alcançando tanto a área urbana quanto as comunidades rurais.
A ação é realizada de forma organizada e integrada. Inicialmente, as equipes de enfermagem identificam, por meio dos sistemas de informação, os moradores com vacinas em atraso ou com cadastro desatualizado. Em seguida, os agentes comunitários visitam as residências para conferir os cartões de vacinação e orientar as famílias. Quando há necessidade de atualização vacinal, o cidadão é encaminhado à unidade de saúde de referência. Já nos casos de pacientes acamados ou com dificuldades severas de locomoção, a imunização é realizada no próprio domicílio.
O primeiro ciclo do projeto teve início em 19 de junho e segue até 07 de julho, com foco nas famílias com bebês de zero a seis meses de idade. Ao longo de 2026, a estratégia avançará gradativamente para as demais faixas etárias — crianças, adolescentes, adultos e idosos —, além de manter acompanhamento permanente de gestantes e trabalhadores da saúde.
Segundo o diretor da Atenção Primária, João Marcos Alves Melo, a proposta é garantir um trabalho contínuo de busca ativa e atualização vacinal.
“Este é um projeto permanente. Nossa proposta é trabalhar com ciclos bem definidos, em que a cada nova etapa a equipe avance para uma nova faixa etária, mas sem deixar de revisitar os grupos já atendidos. Também vamos avaliar os sistemas de informação para identificar o que realmente representa atraso vacinal e o que pode ser erro de lançamento, tornando a busca ativa mais eficiente e precisa”, destaca.
A vacinação de crianças e adolescentes é um direito assegurado por lei e uma das principais formas de proteção individual e coletiva contra doenças imunopreveníveis. Nos casos em que houver recusa explícita dos responsáveis em atualizar o cartão vacinal, mesmo após receberem todas as orientações das equipes de saúde, a situação será comunicada ao Conselho Tutelar, conforme prevê a legislação vigente.















