A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) instaurou inquérito policial para apurar a morte de um ciclista de 35 anos, ocorrida no dia 20 de junho, na BR-494, em Divinópolis.
O veículo compatível com as características levantadas durante as investigações foi encontrado na cidade de Perdigão.
Após identificar o chassi e a placa do veículo, os policiais entraram em contato com o motorista e sua defesa. Em seguida, eles se apresentaram à Delegacia Regional de Divinópolis, no Shopping Pátio. O depoimento durou mais de uma hora.
Outras informações serão repassadas em coletiva de imprensa a ser realizada nesta tarde.
Quem era o ciclista que morreu em acidente na BR-494?
Bruno Barbosa morreu após ser atropelado por um carro na manhã de sábado (20), no km 25 da BR-494, em Divinópolis. Ele pedalava pelo acostamento quando foi atingido por um veículo que vinha logo atrás. O motorista não parou para prestar socorro e fugiu em direção a Nova Serrana.
O atleta, conhecido na comunidade local pela prática frequente do esporte, teve a morte confirmada ainda no local. O corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) de Divinópolis e sepultado no domingo (21), no Cemitério Parque da Serra.
Desde o acidente, a Associação Divinopolitana dos Ciclistas (ADC) mobilizou campanhas nas redes sociais para obter informações sobre o veículo suspeito. Testemunhas relataram que se tratava de uma caminhonete branca, que teria seguido pela BR-494 em direção a cidades como Pitangui, Nova Serrana, Araújos e Perdigão. Com base nesses relatos, ciclistas organizaram uma força-tarefa para reunir imagens e outras pistas.
As buscas resultaram na localização de imagens que mostravam a caminhonete com avarias. O material foi encaminhado à Polícia Civil, que conseguiu identificar o proprietário do veículo. Em nota, a polícia informou que já entrou em contato com o suspeito e negocia, por meio do advogado dele, a apresentação voluntária para prestar esclarecimentos.
Moradores alertam que o trecho da BR-494 é muito utilizado por ciclistas, mas que a imprudência de motoristas é frequente. O caso segue sob investigação.
















