Um homem de 41 anos foi condenado a 20 anos e nove meses de prisão em regime fechado pelo feminicídio da ex-companheira, de 23 anos, em Bom Despacho. A decisão foi tomada pelo Tribunal do Júri na quarta-feira (15), com os agravantes de asfixia e crime no contexto de violência doméstica.
O caso ocorreu na madrugada de 2 de fevereiro de 2022. De acordo com a denúncia do Ministério Público, o casal mantinha uma união estável e tinha uma filha de um ano e cinco meses.
Na noite anterior, os dois começaram uma discussão que se estendeu até a madrugada. No ápice do desentendimento, o agressor asfixiou a jovem até a morte. Assim que os policiais chegaram ao local, encontraram a vítima já sem vida, com o corpo envolto em uma colcha verde. A filha do casal dormia em um quarto ao lado.
Homem respondia em liberdade após feminicídio em Bom Despacho
Logo após o assassinato, o homem fugiu e chegou a fazer uma corrida por aplicativo. Ele só se apresentou à polícia dias depois, quando o período de prisão em flagrante já havia expirado. Durante o julgamento, testemunhas e investigações reforçaram que o relacionamento já era marcado por violência. Inclusive, houve uma agressão à vítima no oitavo mês de gestação.
O réu, que trabalhava em uma farmácia e respondia ao processo em liberdade, teve a prisão imediata decretada e saiu do plenário direto para o sistema prisional. Além disso, a Justiça determinou a perda definitiva do poder familiar sobre a filha, que hoje está sob cuidados de familiares maternos. O juízo também fixou uma indenização de R$ 20 mil por danos morais à família da vítima.
O julgamento foi conduzido pelos promotores Luana Cimetta Cançado e Lucas Augusto Resende Monteiro. Emocionada com o desfecho, a promotora Luana destacou o alívio da família, pois aguardava uma resposta da Justiça há quatro anos.














