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Vídeo: Em depoimento, Militão disse que foi a Brasília comandar grupo de Oração

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Reprodução/ redes sociais

Um vídeo publicado nas redes sociais mostra a íntegra do depoimento do divinopolitano Luís Gonzaga Militão, de 66 anos, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 14 anos de prisão por participação nos atos de 8 de janeiro de 2022.

Em parte do interrogatório, o radialista afirma que foi convidado a ir a Brasília por comandar grupo de Oração em Divinópolis, com o objetivo de rezar um Terço na Capital Federal. Militão também afirma que foi atingido no pé por uma bala de borracha e que foi um dos primeiros a deixar o local, tomando um carro de applicativo. Veja

Quem é Luis Militão

Luís Gonzaga Militão é radialista conhecido em Divinópolis, onde atuava principalmente na cobertura esportiva. Também já trabalhou como assessor parlamentar do deputado federal Domingos Sávio. No serviço público municipal, chegou a ocupar o cargo de secretário e Direitos Humanos e políticas sobre drogas, entre 2013 e 2014 de .

Em 2016, Militão lançou sua candidatura à Prefeitura de Divinópolis pelo PSDB. Sua chapa, composta por oito partidos, foi batizada de “Por uma Divinópolis Melhor” No pleito, recebeu 9.341 votos, o equivalente a 8,61% do total, ficando em terceiro lugar. Foi superado por Galileu Machado (PMDB), que venceu no primeiro turno com 53,84% dos votos, e por Marcos Vinícius (PROS), que ficou com 31,54%.

Apesar de não se eleger, Militão permaneceu ativo politicamente e continuou sua atuação na imprensa local.

8 de janeiro

O cumprimento da pena de Militão será em regime fechado, mas cabe recurso da decisão. Após o trânsito em julgado, ou seja, quando não tiver possibilidade de qualquer tipo de recurso, o nome dele será registrado no rol dos culpados.

Mais de 500 pessoas já foram condenadas pelos atos de 8 de janeiro. Na época, o Sistema MPA teve acesso a uma lista com 18 pessoas que saíram de Divinópolis com destino a Brasília. A maioria deles assinaram os chamados Acordos de Não Persecução Penal (ANPP). Além da multa, os envolvidos estão obrigados a prestar 150 horas de serviço comunitários e não podem manter perfis em redes sociais abertas durante o período de vigência do acordo. Também devem frequentar um curso sobre o funcionamento da democracia oferecido pelo Ministério Público Federal (MPF). Veja a lista.

Procurada, a Defesa de Luis Militão ainda não respondeu ao nosso contato. O espaço segue aberto.