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Senador Carlos Viana afirma que STF invade prerrogativas do Congresso ao debater descriminalização das drogas

Aprovado na Comissão de Educação, nesta terça-feira (27), o projeto de lei (5636/2019), relatado pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG), que cria o Dia da Amizade Brasil-Israel.
Foto: divulgação/Carlos Viana

O senador Carlos Viana, do Podemos-MG, afirmou que o Supremo Tribunal Federal (STF) está mais uma vez invadindo as competências do Parlamento ao debater a descriminalização do porte de drogas para consumo próprio no país.

“Mesmo com os ministros tentando explicar que estão apenas buscando definir a quantidade de drogas para distinguir entre usuário e traficante, esta é uma decisão que cabe ao Congresso. Eles não devem criar leis, nós é que temos que tipificar, estabelecer as regras, e o STF julga em seguida”, disse o senador.

Viana ressaltou também que o Congresso está paralisado diante do controle que o STF está exercendo sobre os outros Poderes. “Precisamos reagir como Poder. Para isso, é necessário que os líderes e a presidência do Congresso coloquem em pauta a discussão sobre as drogas, para que nós parlamentares possamos resolver essa questão. É hora de uma resposta firme”, explicou.

Até o momento, o placar está em 5 a 1 a favor da descriminalização do porte de maconha. A retomada do julgamento está marcada para esta quarta-feira.

Por fim, o parlamentar mineiro lembrou da vacina desenvolvida pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) para o combate à cocaína, ressaltando a necessidade de investimentos do poder público. “O desenvolvimento da pesquisa está progredindo bem, porém falta financiamento. Gastamos dinheiro em tantas coisas e não temos R$ 30 milhões no orçamento para concluir este importante estudo que poderá salvar vidas”, concluiu Viana.

Aprovado na Comissão de Educação, nesta terça-feira (27), o projeto de lei (5636/2019), relatado pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG), que cria o Dia da Amizade Brasil-Israel.
Foto: divulgação/Carlos Viana

Texto produzido pela assessoria de Carlos Viana, o que não reflete, necessariamente, as opiniõess do Portal MPA.