A atriz Hayden Panettiere, que faleceu aos 36 anos, revelou em seu livro de memórias que abriu mão da guarda de sua filha, Kaya, atualmente com 11 anos, com o objetivo de priorizar sua recuperação de problemas de saúde mental relacionados à depressão pós-parto e à dependência química. Segundo informações divulgadas pela revista People, Panettiere decidiu não disputar a guarda integral da criança enquanto ainda passava por um processo de reabilitação, optando por proteger seu bem-estar emocional e físico.
Desde 2018, Kaya reside com o pai, Wladimir Klitschko, ex-noivo de Panettiere, com quem mantém uma relação considerada forte apesar da separação. A atriz declarou, em seu livro lançado em maio de 2026, que, mesmo com a distância física, a relação entre ela e o pai da filha permanece sólida, e que ambos estão comprometidos em manter uma conexão saudável para o bem da criança. Panettiere afirmou que, na época, tinha condições financeiras para buscar a guarda completa na Justiça, mas optou por não seguir esse caminho, acreditando que uma disputa judicial poderia agravar seu estado emocional e prejudicar sua recuperação.
A decisão de abrir mão da guarda foi considerada por ela como uma das mais difíceis de sua vida, mas foi tomada com o objetivo de garantir o melhor para Kaya. Ela destacou que sua prioridade era o bem-estar da filha, enfatizando que a sua própria saúde mental era fundamental para ser uma mãe presente e dedicada. Em declarações feitas em 2022, Panettiere afirmou que a escolha de priorizar sua recuperação tinha como objetivo assegurar que pudesse cuidar da filha de maneira adequada, reforçando que a estabilidade emocional dela refletia diretamente na qualidade da criação.
Kaya nasceu no Havaí, em dezembro de 2014, após uma gestação marcada por complicações e um parto considerado traumático pela própria atriz. Panettiere passou por uma cirurgia de três horas devido a complicações decorrentes de uma cesárea, e logo após o nascimento, foi diagnosticada com depressão pós-parto. Ela relatou dificuldades em estabelecer vínculo com a filha nos primeiros meses de vida e admitiu que utilizou o álcool como uma forma de lidar com o sofrimento emocional. A atriz iniciou tratamento para esses problemas quando Kaya tinha apenas quatro meses, mas enfrentou dificuldades adicionais relacionadas ao uso de medicamentos prescritos, o que complicou seu processo de recuperação.
Desde então, a convivência entre mãe e filha passou a ocorrer principalmente por meio de visitas, viagens e chamadas de vídeo. Em maio, Panettiere revelou que Kaya tinha consciência de que tinha “dois pais que a amam” e que elas conversavam sobre assuntos profundos, demonstrando o esforço de manter uma relação próxima e afetiva, mesmo com a separação física. A história de Panettiere evidencia os desafios enfrentados por muitas mães que lidam com problemas de saúde mental após o parto, além de ilustrar as decisões difíceis que podem ser tomadas em prol do bem-estar de seus filhos.












