O cantor e ator Fiuk, de 35 anos, revelou em entrevista ao programa Pânico Jovem Pan que foi deserdado pelo pai, Fábio Jr., de 72 anos, e que atualmente enfrenta dificuldades financeiras após investir recursos próprios em um projeto que não saiu como planejado. Em meio às declarações, o artista também comentou sobre suas questões familiares e a busca por uma nova identidade artística e pessoal.
Fiuk afirmou que deseja seguir sua trajetória sem a necessidade de agradar terceiros, especialmente após o término de um ciclo marcado por conflitos familiares. Segundo ele, a relação com o pai e a irmã se deteriorou ao ponto de ele se sentir deserdado, o que, na sua visão, lhe dá liberdade para recomeçar sem amarras. “Agora eu sou o Fiukera, mano. Agora esquece. Eu não tenho mais fardo para carregar. Meu pai já me deserdou, minha irmã… Não tenho que agradar mais ninguém”, declarou na entrevista. A declaração reforça uma posição de autonomia e autoconfiança, após anos de tentativas de manter uma imagem compatível com as expectativas familiares.
O artista também abordou a pressão de ser filho de uma figura pública, questionando a ideia de que sua condição financeira deveria ser sempre privilegiada por conta do sobrenome. “Será que, porque eu sou filho de um famoso, eu tenho que ser rico a vida inteira porque eu sou filho de uma pessoa rica? Isso é muito louco”, afirmou, demonstrando sua insatisfação com esse tipo de cobrança.
Além das questões familiares, Fiuk falou sobre seu atual momento financeiro e profissional. Ele destacou que sua prioridade agora é compreender o que aconteceu com suas finanças e projetos. “Não quero só fazer as pazes (com as finanças). Quero entender”, afirmou, indicando uma busca por autoconhecimento e por uma nova direção na carreira.
Um dos projetos citados por Fiuk foi o longa-metragem “Descontrole”, anunciado inicialmente para 2025, que abordaria o universo do drift — uma técnica de direção na qual o carro desliza de lado nas curvas, mantendo o controle. O artista declarou que colocou recursos próprios na produção, cujo orçamento foi estimado em mais de R$ 20 milhões, mas que, posteriormente, foi retirado do projeto, gerando prejuízo financeiro. Ele afirmou que, apesar do fracasso, pretende recomeçar quantas vezes for necessário para realizar esse filme, que acredita ter potencial de sucesso.
Fiuk também refletiu sobre sua trajetória pessoal e familiar, mencionando que por muito tempo tentou manter uma aparência de que tudo estava bem, mesmo diante de conflitos internos e familiares. Ele relembrou que sua irmã chegou a fazer capa de revista afirmando que “Fábio Jr. não é meu pai”, o que o levou a questionar sua própria posição na história familiar. Segundo ele, demorou para se perceber além do rótulo de “filho” e decidiu não mais se comportar de acordo com as expectativas alheias.
Desde os 16 anos, Fiuk é emancipada, o que o obrigou a aprender a se virar sozinho desde jovem. Ele destacou que, por muito tempo, precisou manter uma imagem de sucesso e estabilidade, mesmo quando enfrentava dificuldades internas. Hoje, ele afirma ter cortado essas correntes, buscando uma existência mais autêntica e alinhada com quem realmente é, sem a necessidade de agradar ou se encaixar em padrões impostos por terceiros.












