Pular para o conteúdo

PL mantém candidatura de Roscoe apesar da guinada de Cleitinho

Image

O Partido Liberal (PL) de Minas Gerais garante que, mesmo com a reviravolta do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), que agora vai concorrer ao governo estadual. A candidatura do empresário Flávio Roscoe (PL) segue de pé e não há conversas para reavaliar o cenário. Minas Gerais é essencial na projeção de candidatos à Presidência, e isso é fortemente considerado pelas legendas na hora de definir suas chapas. Além disso, o impasse entre os dois nomes reflete a disputa pelo posto de principal palanque de Flávio Bolsonaro no estado. Por isso, confira a seguir os detalhes do imbróglio e o que esperar para os próximos meses.

O que você precisa saber sobre a disputa entre Roscoe e Cleitinho?

  • O PL garante que a candidatura de Flávio Roscoe ao governo de Minas segue de pé, mesmo após a guinada de Cleitinho.
  • Roscoe lançado pelo PL em 5 de agosto, como palanque de Flávio Bolsonaro no estado.
  • O Republicanos confirmou Cleitinho como candidato em 7 de agosto, após uma semana de recuos e desistências.
  • O presidente do PL mineiro, Zé Vitor, afirma não haver conversas para reavaliar o cenário no momento.
  • Segundo ele, uma aliança entre os dois campos da direita só deve ser discutida em eventual segundo turno.

Confira também: outras notícias sobre Flávio Roscoe e mais atualizações sobre Cleitinho Azevedo.

Por que o PL decidiu manter a candidatura de Roscoe?

O PL esperou por longos meses que o senador tomasse uma decisão, com a intenção de apoiá-lo e obter um palanque forte para o presidenciável Flávio Bolsonaro na disputa nacional. Consequentemente, próximo ao prazo final para que os partidos definissem suas chapas majoritárias, e em meio às constantes indefinições sobre a disputa ao Palácio Tiradentes, a legenda decidiu pelo apoio a Roscoe, ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).

“A gente estava tendo algumas conversas muito saudáveis [com Republicanos e Cleitinho], só que chegou uma hora que ficou muito arriscado, muito incerto e a gente queria algo mais sólido. Temos um apreço e um respeito muito grandes pelo Cleitinho e pelo Mateus, mas a gente tem um projeto que eu considero muito sólido e tem uma proposta diferente do que tem aí. Uma proposta mais moderna, mais segura”, afirmou o presidente do PL mineiro, deputado federal Zé Vitor.

O que motivou a guinada de Cleitinho e do Republicanos?

Dias depois do anúncio de Roscoe, Cleitinho anunciou, após um processo de convencimento das lideranças da direção nacional do Republicanos, que iria concorrer ao cargo. Portanto, o Republicanos confirmou a candidatura em nota assinada pelo presidente nacional da legenda, Marcos Pereira, informando que o senador reconheceu equívocos cometidos durante o processo, apresentou desculpas formais ao partido e à população mineira, e assumiu o compromisso de levar a candidatura até o fim, sem utilizar recursos do Fundo Eleitoral destinados pelo Republicanos. Luís Eduardo Falcão, ex-prefeito de Patos de Minas, será o vice na chapa.

Sobretudo por seu desempenho nas pesquisas, incluindo a liderança em cenários testados pela Quaest, Cleitinho foi visto como ativo importante para as chapas proporcionais do partido, o que pesou na decisão da direção nacional de reavaliar a posição anterior.

Veja também: mais notícias de política em Minas Gerais e toda a cobertura das Eleições 2026.

Uma aliança entre PL e Republicanos é possível?

Apesar de não ver possibilidade de firmar uma aliança ainda no primeiro turno, Zé Vitor aponta que uma costura no segundo turno será inevitável. “Essa eleição não se resolve no primeiro turno, nem a do Brasil nem a de Minas. A gente precisa ter muito respeito um com o outro, porque no segundo turno pode acontecer e inevitavelmente um vai ter que somar com o outro, quem quer que seja”, concluiu o deputado.

Por que Minas Gerais pesa tanto na disputa presidencial?

A reentrada do senador, porém, não encerra o conflito no campo da direita, já que o PL reafirmou sua candidatura própria, criando uma disputa paralela não apenas pelo Palácio Tiradentes, mas também pela condição de principal palanque de Flávio Bolsonaro no segundo maior colégio eleitoral do país. Segundo a Revista Oeste, Minas Gerais reúne mais de 16 milhões de eleitores em 853 municípios, e o resultado estadual coincidiu com o vencedor nacional em 12 das 13 eleições presidenciais diretas realizadas entre 1945 e 2022.

Acompanhe as próximas movimentações da disputa pelo governo de Minas Gerais e os desdobramentos das articulações entre PL e Republicanos nas Eleições 2026.